O protocolo ARP

Junho 2015

O objectivo do protocolo ARP

O protocolo ARP tem um papel fundamental entre os protocolos da camada Internet da sequência TCP/IP, porque permite conhecer o endereço físico de uma placa de rede que corresponde a um endereço IP; é para isto que se chama Protocolo de resolução de endereço (em inglês ARP significa Address Resolution Protocol).

Cada máquina ligada à rede possui um número de identificação de 48 bits. Este número é um número único que é fixado a partir do fabrico da placa em fábrica. Contudo, a comunicação na Internet não se faz directamente a partir deste número (porque seria necessário alterar o endereçamento dos computadores cada vez que se alterasse uma placa de rede) mas a partir de um endereço dito lógico, atribuído por um organismo: o endereço IP.

Assim, para fazer a correspondência entre os endereços físicos e os endereços lógicos, o protocolo ARP interroga as máquinas da rede para conhecer o seu endereço físico, seguidamente cria uma tabela de correspondência entre os endereços lógicos e os endereços físicos numa memória secreta.


Quando uma máquina deve comunicar com outra, consulta a tabela de correspondência. Se por acaso o endereço pedido não se encontra na tabela, o protocolo ARP emite um pedido na rede. O conjunto das máquinas da rede vai comparar este endereço lógico ao seu. Se uma dentre elas se identificar com esse endereço, a máquina vai responder à ARP que vai armazenar o par de endereços na tabela de correspondência e a comunicação vai então poder ter lugar…


O protocolo RARP

O protocolo RARP (Reverse Address Resolution Protocol) é muito menos utilizado e significa Protocolo ARP invertido, trata-se por conseguinte de uma espécie de anuário invertido dos endereços lógicos e físicos.
Na realidade, o protocolo RARP é utilizado essencialmente para as estações de trabalho que não têm disco duro e que desejam conhecer o seu endereço físico…

O protocolo RARP permite a uma estação conhecer o seu endereço IP a partir de uma tabela de correspondência entre endereço MAC (endereço físico) e endereços IP alojados por uma ponte (gateway) situada na mesma rede local (LAN).

Para tal, é necessário que o administrador defina os parâmetros do gateway (switch) com a tabela de correspondência dos endereços MAC/IP. Com efeito, ao contrário do ARP, este protocolo é estático. É necessário, por isso, que a tabela de correspondência esteja sempre actualizada para permitir a conexão de novas placas de rede.

O RARP sofre de numerosas limitações. Necessita muito tempo de administração para manter tabelas importantes nos servidores. Isto é ainda mais evidente quando a rede é grande. Tal facto coloca o problema do recurso humano, necessário para a manutenção das tabelas de correspondência, e das capacidades dos materiais que alojam a parte servidor do protocolo RARP. Com efeito, o RARP permite a vários servidores responder pedidos, embora não preveja mecanismos que garantam que todos os servidores são capazes de responder, nem mesmo que respondam de maneira idêntica. Assim, neste tipo de arquitectura não se pode ter confiança num servidor RARP para saber se um endereço MAC poder ser vinculado a um endereço IP, porque outros servidores ARP podem ter uma resposta diferente. Uma outra limitação de RARP é que um servidor pode servir apenas um LAN.
Para paliar os dois primeiros problemas de administração, o protocolo RARP pode ser substituído pelo protocolo DRARP, que é uma versão dinâmica. Uma outra abordagem, consiste em utilizar um servidor DHCP, que lhe permite uma resolução dinâmica dos endereços. Além disso, o DHCP é compatível com o protocolo BOOTP. Funciona apenas com IP.


Mais informações

A principal documentação sobre o protocolo ARP e RARP é constituída pelo RFCs:

Para uma leitura offline, é possível baixar gratuitamente este artigo no formato PDF:
O-protocolo-arp .pdf

Veja também


The ARP protocol
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El protocolo ARP
El protocolo ARP
Das ARP Protokoll
Das ARP Protokoll
Le protocole ARP
Le protocole ARP
Il protocollo ARP
Il protocollo ARP
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