O protocolo ARP

Agosto 2017

Para que serve o protocolo ARP

O protocolo ARP (Address Resolution Protocol ou, em português, Protocolo de Resolução de Endereço) tem um papel fundamental entre os protocolos da camada Internet da suíte TCP/IP, porque permite conhecer o endereço físico de uma placa de rede que corresponde a um endereço IP.

Cada máquina ligada à rede possui um número de identificação de 48 bits. Este número é um número único que é fixado a partir da fabricação da placa na fábrica. Contudo, a comunicação na Internet não é feita diretamente a partir deste número (porque seria necessário alterar o endereçamento dos computadores cada vez que se alterasse uma placa de rede), mas a partir de um endereço dito lógico, atribuído por um organismo, o endereço IP.

Assim, para fazer a correspondência entre os endereços físicos e os endereços lógicos, o protocolo ARP interroga as máquinas da rede para conhecer o seu endereço físico e depois cria uma tabela de correspondência entre os endereços lógicos e os endereços físicos numa memória secreta. Quando uma máquina tem que se comunicar com outra, ela consulta a tabela de correspondência. Se, por acaso, o endereço solicitado não se encontra na tabela, o protocolo ARP emite um pedido na rede. Desta forma, o conjunto das máquinas da rede vai comparar este endereço lógico ao seu. Se uma delas se identificar com esse endereço, a máquina vai responder ao ARP, que vai armazenar o par de endereços na tabela de correspondência e, assim, a comunicação pode ser feita.

O que é o protocolo RARP

O protocolo RARP (Reverse Address Resolution Protocol ou, em português, Protocolo de Resolução de Endereços Inversos) é bem menos utilizado e corresponde ao protocolo ARP invertido. Ele é uma espécie de anuário invertido dos endereços lógicos e físicos. Na realidade, o protocolo RARP é utilizado essencialmente para os computadores que não têm disco rígido e que desejam conhecer o seu endereço físico.

Graças a ele, o computador pode conhecer o seu endereço IP a partir de uma tabela de correspondência entre o endereço MAC (físico) e os endereços IP alojados por uma ponte (gateway) situada na mesma rede local (LAN). Para isso, é preciso que o administrador defina os parâmetros do gateway com a tabela de correspondência dos endereços MAC/IP. Ao contrário do ARP, este protocolo é estático. Por isso, é necessário que a tabela de correspondência esteja sempre atualizada para permitir a conexão de novas placas de rede.

O RARP tem várias limitações, pois requer muito tempo de gerenciamento para manter tabelas importantes nos servidores. Isto é ainda mais evidente quando a rede é grande. Na verdade, o RARP permite que vários servidores respondam a pedidos, embora não preveja mecanismos que garantam que todos os servidores sejam capazes de responder, nem mesmo que respondam de maneira idêntica. Assim, neste tipo de arquitetura, não se pode ter confiança em um servidor RARP para saber se um endereço MAC pode ser vinculado a um endereço IP, já que outros servidores ARP podem ter uma resposta diferente. Uma outra limitação do RARP é que um servidor só pode servir a uma LAN.

Para resolver os dois problemas de gerenciamento, o protocolo RARP pode ser substituído pelo protocolo DRARP, que é sua versão dinâmica. Uma outra abordagem consiste em utilizar um servidor DHCP, que permite uma resolução dinâmica dos endereços. Além disso, o DHCP é compatível com o protocolo BOOTP e funciona apenas com o IP.

Veja também


The ARP protocol
The ARP protocol
El protocolo ARP
El protocolo ARP
Le protocole ARP
Le protocole ARP
Il protocollo ARP
Il protocollo ARP
Última modificação: 4 de abril de 2017 às 13:48 por Pedro.Saude.
Este documento, intitulado 'O protocolo ARP', está disponível sob a licença Creative Commons. Você pode copiar e/ou modificar o conteúdo desta página com base nas condições estipuladas pela licença. Não se esqueça de creditar o CCM (br.ccm.net) ao utilizar este artigo.