A codificação CIE/Lab (L*a*b)

Março 2017

A codificação CIE

As cores podem ser percebidas diferentemente, de acordo com os indivíduos e podem ser exibidas diferentemente, de acordo com os periféricos de visualização.


A Comissão Internacional da Iluminação (CIE) definiu por causa disso padrões que permitem definir uma cor independentemente dos periféricos utilizados. Esta comissão definiu critérios baseados na percepção da cor pelo olho humano, graças a um triplo estímulo.

Em 1931, o CIE elaborou o sistema colorimétrico xyY, que representa as cores de acordo com a sua cromaticidade que é a qualidade ou estado de ser cromático (eixos x e y) e a sua luminância, que é uma medida da densidade da intensidade de uma luz refletida em uma determinada direção (eixo y). O diagrama de cromaticidade (ou diagrama cromático), com origem numa transformação matemática, representa, na periferia, as cores puras, ou seja as radiações monocromáticas que correspondem às cores do espectro (cores do arco-íris), localizadas pelo seu comprimento de onda. A linha que fecha o diagrama (que fecha as duas extremidades do espectro visível) chama-se direita das púrpuras (também dita roxo, que é a cor magenta e a violeta com todas as suas matizes e tons), porque corresponde a cor púrpura, composta das duas radiações monocromáticas azuis (420 nm) e vermelhas (680 nm):

Diagramme de chromaticité

Representa-se geralmente o gamut ou gama de cores de um dispositivo de exibição traçando, no diagrama cromático, um polígono que contém todas as cores que é capaz de produzir. Contudo, este modo de representação meramente matemático não considera os fatores fisiológicos de percepção da cor pelo olho humano, o que resulta num diagrama de cromaticidade que deixa, por exemplo, um espaço demasiado amplo para os verdes.

Em 1960 o CIE criou o modelo Lu*v*.

Por último, em 1976, para remediar as lacunas do modelo xyY, o CIE desenvolveu o modelo colorimétrico La*b* (também conhecido sob o nome de CIELab), no qual uma cor é localizada por três valores:

L, a luminância, expressa em percentagem (de 0 para o preto a 100 para o branco)
a e b duas gamas de cor que vão respectivamente do verde ao vermelho e do azul ao amarelo com valores que vão de -120 a +120.

O modo Lab cobre, assim, a integralidade do espectro visível pelo olho humano e representa-o de maneira uniforme. Ele permite descrever o conjunto das cores visíveis, independentemente de qualquer tecnologia gráfica. Desta maneira, ele compreende a totalidade das cores RGB e CMYK e é a razão pela qual softwares como o Photoshop utilizam este modo para passar de um modelo de representação a outro. Trata-se de um modo muito utilizado na indústria, mas pouco usado na maior parte dos softwares, já que é difícil de manipular.

Os modelos do CIE não são intuitivos, contudo o fato de utiliza-los garante que uma cor criada de acordo com estes modelos será vista da mesma maneira por todos!

Veja também


CIE / Lab (L*a*b) coding
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Codificación CIE / L*a*b
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Die CIE- / Lab-Kodierung (L*a*b)
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