A codificação CIE/Lab (L*a*b)

Abril 2017

A codificação CIE

As cores podem ser percebidas de forma diferente, dependendo de cada indivíduo e podem ser exibidas de forma diferente, dependendo do dispositivo de visualização.


Por isso, a Comissão Internacional da Iluminação (CIE) estabeleceu padrões que permitem definir uma cor independentemente dos dispositivos utilizados. Ela também definiu o critério baseado na percepção da cor pelo olho humano, graças a um triplo estímulo.

Em 1931, o CIE elaborou o sistema colorimétrico xyY, para representar as cores de acordo com a sua cromaticidade, que é a qualidade ou estado de ser cromático (eixos X e Y) e a sua luminância, que mede a densidade de uma luz refletida em uma determinada direção (eixo Y). O diagrama de cromaticidade (ou diagrama cromático), oriundo de uma transformação matemática, representa, na periferia, as cores puras, ou seja, as radiações monocromáticas que correspondem às cores do espectro (cores do arco-íris), notadas pelo seu comprimento de onda. A linha que fecha o diagrama (ou seja, fechando as duas extremidades do espectro visível) se chama a direita das púrpuras (também dita roxo, que é a cor magenta e a violeta com todas as suas matizes e tons), pois ela corresponde a cor púrpura, composta das duas radiações monocromáticas azuis (420 nm) e vermelhas (680 nm):

Diagrama de cromaticidade

Geralmente, representamos o gamut de um dispositivo de exibição traçando, no diagrama cromático, um polígono contendo todas as cores que ele pode produzir. Contudo, este modo de representação puramente matemático não considera os fatores fisiológicos de percepção da cor pelo olho humano, o que resulta num diagrama de cromaticidade que deixa, por exemplo, um espaço muito largo para as cores verdes.

Em 1960 o CIE criou o modelo Lu*v*. Finalmente, em 1976, para remediar as lacunas do modelo xyY, ele desenvolveu o modelo colorimétrico La*b* (também conhecido como CIELab), no qual uma cor é identificada por três valores: L, para a luminância, expressa em percentagem (de 0 para o preto a 100 para o branco); a e b, para as duas gamas de cor que vão, respectivamente, do verde ao vermelho e do azul ao amarelo com valores que vão de -120 a +120.

O modo Lab cobre, assim, a totalidade do espectro visível pelo olho humano e o representa de maneira uniforme. Assim, ele permite descrever o conjunto das cores visíveis, independentemente de qualquer tecnologia gráfica. Desta maneira, ele compreende todas as cores RGB e CMYK, é a razão pela qual softwares como o Photoshop utilizam este modo para passar de um modelo de representação para outro. É um modo muito utilizado na indústria, mas pouco usado na maioria dos softwares, devido a sua dificuldade.

Os modelos do CIE não são intuitivos, contudo, o fato de utilizá-los garante que uma cor criada de acordo com estes modelos será vista da mesma maneira por todos.

Veja também


CIE / Lab (L*a*b) coding
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Última modificação: 23 de abril de 2017 às 22:08 por pintuda.
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