É necessário calibrar a tela?

Dezembro 2016


Você é fotógrafo, designer gráfico, amador ou profissional, e quer editar suas imagens corretamente. Mesmo sem poder ter uma tela gráfica de alta qualidade, com uma placa IPS recente, você quer editar suas fotos dentro da norma. A sondade cor ainda é a melhor maneira calibrar o seu monitor, mas vale a pena fazê-lo em uma tela de desktop padrão? Nós testamos uma sonda Datacolor Spyder3 Pro em nossas duas telas: veredito.

Configurações de fábrica


Nossas duas telas, lado a lado, apresentam diferenças óbvias. Uma delas tem cores quentes e um brilho menor, a outra, ao contrário, tem cores mais frias, com magenta mais forte em algumas áreas claras e mais contraste. É óbvio que nossas duas telas não têm cores reais, sabendo que, em geral, as configurações de fábrica são mais lisonjeiras do que os ajustes personalizados.

O problema em fotografia e, mais especificamente em edição, é ter uma renderização incoerente que poderiam criar surpresas desagradáveis na impressão. Mandar para um laboratório ou imprimir você mesmo, de uma maneira ou de outra, o resultado pode ser decepcionante. Retocando em uma tela mal calibrada, a renderização em papel poderia ficar de qualquer maneira: contrastes exagerados, cores dominantes, pouco brilho ou, ao contrário, superexposição, etc.

Assim, o melhor remédio é optar por uma sonda de calibração: os preços variam de 80 a 250 €. O que define realmente o preço não é, necessariamente, a sonda em si, mas a parte do software que pode medir as cores e criar um perfil adaptado à sua tela. Por exemplo, uma sonda muito barata não vai medir tantas cores quanto uma sonda de 250 €.

A Spyder 3Pro da Datacolor se situa entre os dois, por um preço médio de 130€.

A calibração




Para calibrar sua tela, a Datacolor fornece uma sonda que vai medir as cores, o brilho, o contraste e o ponto branco da sua tela. O software fornece, então, vários patches e crir um perfil, atribuído pela suite, à sua tela. É possível até calibrar duas telas de forma independente, coisa bem prática para quem trabalha em multi-screen e para comparar os retoques em dois monitores distintos.

O primeiro passo requer o ajuste manual de brilho e contraste, graças a dois pontos de controle a fim de distinguir uma vasta gama de branco, cinza e preto. Este ajuste é feito diretamente no menu de configuração da tela.

Depois, siga as instruções do software: para o ponto branco, escolha 6500k. Este é um valor médio padrão. Você pode descer par 5000k para mais precisão, mas também será preciso adaptar a sua iluminação para ter uma luz ambiente com 5500k e perfis personalizados para seus papéis.


Coloque a sua sonda como indicado pelo software: ele passará uma série de patches, de cores diferentes. Enquanto a sonda mede, não toque em nada para não interferir em seu trabalho. Quando terminar, ele cria um perfil que você pode nomear como quiser. Este perfil é integrado diretamente nas configurações do Windows de sua tela.



Para verificar o seu perfil, o Spyder oferece uma série de imagens, em cores, preto e branco, mais ou menos contrastantes: um botão para mudar da tela calibrada para a não calibrada e assim, ver as diversas mudanças ...

A mudança



O teste antes/depois oferecido pelo software é interessante. Ele permite que você veja rapidamente as mudanças e as possíveis melhorias. Assim, antes da calibragem, constatamos que o brilho está além da realidade, tornando os contrastes, mais ou menos, lisonjeiros, embelezados com um magenta dominante. O problema é que os degradês são por vezes mal feitos, com poucos tons: isso pode ser visto em céus que ficam mais uniformes, de repente.
O preto e branco é mais neutro, menos amarelado e um pouco menos vermelho. São, principalmente, os tons de cinza que são mais agradáveis, enquanto que o branco é menos agressivo deixando o cinza se exprimir um pouco mais nas sombras.

As primeiras impressões são aliás um pouco confusas, como se a tela estivesse um pouco escura demais, a falta de saturação das cores... mas no final, ela corresponde mais à realidade do que aquilo que os fabricantes nos mostram.

Veredicto


O defeito, em uma tela padrão, é que essa queda de brilho não permite distinguir direito os detalhes nas sombras ou nos realces. A dinâmica da tela é, muitas vezes, insuficiente para ver tudo corretamente. Os pretos são muito pretos por exemplo, e é por esta razão, que as configurações de fábrica são mais brilhantes às custas dos realces e dos diversos degradês, que sofrem. Comparando com as impressões, vemos que o contraste é muito grande antes da calibração, os degradês não estão realmente presentes, mas os detalhes nas sombras ficam bem visíveis. É realmente necessário calibrar a tela se certos detalhes desaparecem?

O resultado final, após a calibração, permite obter cores mais precisas, mais neutras. Os magentas dominantes ou amarelos são, muitas vezes, importantes demais em configurações de fábrica. O brilho excessivo pode melhorar a imagem, mas enganos devido a um contraste pouco fiel.

Portanto, é aconselhável calibrar a tela, principalmente se você quiser retrabalhar a cor de suas imagens. Infelizmente, no que se refere aos detalhes nas sombras e realces, é difícil compensar os defeitos de uma placa burótica, pouco apropriada para edição de fotos.



Tradução feita por Lucia Maurity y Nouira

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Artigo original publicado por . Tradução feita por pintuda. Última modificação: 11 de outubro de 2011 às 13:29 por pintuda.
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