Os arquivos e ferramentas de configuração do Ingres

Janeiro 2017


II_SYSTEM


Cada instalação do Ingres começa com o conteúdo da variável II_SYSTEM ($II_SYSTEM no Unix/Linux ou %II_SYSTEM% no Windows). A partir do diretório apontado por esta variável, encontramos, obrigatoriamente, um diretório Ingres. Neste diretório, há pelo menos um diretório bin, files,utility e lib.

symbol.tbl


Ingres trabalha com um conjunto de variáveis que lhe são próprias e que estão armazenadas no arquivo symbol.tbl (diretório files). Esse arquivo só deve ser editado pelos comandos Ingres ingsetenv, ingunset e ingprenv. O arquivo tem um formato especial e pode ser corrompido facilmente...
Manipular o arquivo symbol.tbl
  • ingsetenv : posicionar uma variável
  • ingprenv : exibir o valor de uma varável ou de todas as variáveis
  • ingunset : mudar a posição de uma variável


Exemplos:
ingsetenv variável valor 
ingprenv 
ingprenv variável
ingunset variável


Essas variáveis também podem ser posicionadas no ambiente local de o usuário (export, setenv, set) e para alguns é especialmente proibido e, sobretudo, perigoso (exemplo: II_INSTALLATION).

config.dat, protect.dat e config.log


O resto da configuração fica, essencialmente, em dois arquivos: config.dat e protect.dat (sempre no diretório files). Nunca edite estes arquivos com um editor (a menos que seja solicitado pelo suporte, um guru ou declarado no documento), mas use o cbf (Configuration By Form). O formato deste arquivo é bem banal, mas alguns recursos dependem de outros e para mudar o conjnto de forma coerente é melhor usar o cbf. As regras que ligam os parâmetros entre si são armazenadas nos arquivos .crs (Configuration Rule System). A regra básica com todos esses arquivos é: você olha, mas mexe em nada (logo, vamos editá-los com view no Unix em vez de vi, por exemplo...). O arquivo protect.dat contém os recursos protegidos (para os parâmetros derivados no CBF). Por exemplo, o cache do SGBD depende, por padrão, do número de usuários. Se você aumentar o cache do Ingres consistentemente, sem proteger esse valor e, mais tarde você aumentar o número de usuários do motor, o parâmetro do cache será recalculado para um valor que, em princípio, não te convém (já que abaixo de suas necessidades ). Note tamém que um arquivo config.log que retraça a história das mudanças: quem, quando, o quê (parâmetros diretos e derivados).
Se o cbf não te agradar ou se você precisar scriptar as mudanças das configurações, você pode usar os seguintes comandos:
  • criar o conteúdo de uma config.dat :
     iigenres [-v] host|rule_map|host rule_map
  • validar um recurso:
     iivalres [-v] name value [rule_map]
  • ler um recurso:
     iigetres name
  • posicionar um recurso:
     iisetres [-v] [+p|-p] name [value]
  • destruir um recurso:
     iiremres [-v] name


Onde:
  • name : parâmetro (ou recurso) como lido na config.dat antes do:
  • -v : verbose, para ver os parâmetros afetados pela alteração
  • +p|-p : protege ou desprotege (adiciona ou remove o recurso do protect.dat)
  • host : nome da máquina (como lido no ingprenv II_GCNxx_LCL_VNODE onde xx é o resultado do ingprenv II_INSTALLATION
  • rule_map: arquivo.crs


Um caso particular ...

O recurso máquina .privileges.userusuário não pode ser posicionado pelo cbf e corresponde aos direitos deste usuário (para uma determinada máquina) na instalação...: ter o direito de iniciar ou parar, de executar o ipm, etc.

Ingres/Net


A configuração do Ingres/Net fica no diretório name (conteúdo no diretório files) e os arquivos são "sufixados" com o nome da máquina. Ela é controlada exclusivamente com a ajuda do comando netutil.

Todos os arquivos mencionados neste documento devem ser salvos regularmente, para evitar o pânico em caso de perda...

Ingres/Replicator


Parte da configuração das tabelas replicadas e dos caminhos de replicação são armazenados diretamente nos catálogos do sistema Ingres/Replicator (eles começam por dd_ para "Distribuição de Dados" - Data Distribution). O resto (arquivo de configuração de um servidor de replicação, por exemplo) está em um diretório dir, normalmente localizado no $II_SYSTEM/ingres ou %II_SYSTEM%\ingres.

Nota


Cada ferramenta mencionada neste documento existe em cada plataforma (que vamos cortar em dois grandes blocos: windows de um lado, Linux e Unix, de outro). No Windows, elas também existem em formato gráfico e são acessíveis através dos menus criados durante a instalação do produto.


Tradução feita por Lucia Maurity y Nouira

Veja também

Artigo original publicado por . Tradução feita por pintuda. Última modificação: 5 de fevereiro de 2012 às 18:52 por pintuda.
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