Google incluiu o Do Not Track em uma une versão do desenvolvedor do Chrome

Dezembro 2016

Business - Depois do Firefox, Internet Explorer, Opera e Safari, o Google Chrome é o último grande navegador a incorporar uma funcionalidade do Do Not Track.

O padrão está emergindo, o Chrome vai incorporá-lo. Uma funcionalidade do tipo "Do Not Track" apareceu em uma pré-versão do navegador para desenvolvedores.

No entanto, a relação entre o gigante e os defensores desta solução começou mau. Do Not Track é um recurso que permite aos usuários de pedir aos websites para não rastrearem a sua navegação, para se livrar das publicidades direcionadas.

O Google se recusou a tomar parte no desenvolvimento de um padrão na W3C, que reintegraria as principais características do sistema. O trabalho do W3C é baseado em versões existentes, implementadas há um ano no Firefox e, mais recentemente, no Opera e Safari.

Na versão final "antes do fim do ano"


Um pesquisador da Stanford descobriu que a agência de publicidade do Google - e ela não era a única - contornava a funcionalidade implementada no Safari no iOS e Mac OS.

Contactado pelo Wall Street Journal, o Google voltou atrás e anunciou que estava se juntando ao projeto Do Not Track do W3C. O gigante até prometeu uma implementação no Chrome antes do final do ano.

Entrevistado pelo All Things Digital, Rob Shilkin, o porta-voz do Google disse por e-mail: "Nós nos comprometemos a honrar um acordo sobre o DNT entre a indústria e a Casa Branca no início deste ano.

Para isto, nós tornaremos esta característica visível em nosso canal para desenvolvedores do Chromium; assim sendo, estará disponível em futuras versões do Chrome antes do final do ano."

Ambiguidades do Do Not Track


Como observado pelo blog ligado ao Wall Street Journal, o funcionamento dos sites que encontram um recurso Do Not Track ativado não é claro.

É fácil contorná-lo, como demonstrado pela recente polémique entre a Microsoft e a Fundação Apache. A pergunta poderá ser facilmente ignorada, enquanto que o usuário acreditará que não está sendo controlado.

Para o W3C, só há uma maneira de resolver esta ambiguidade: forçar o usuário a ativar ele mesmo o Do Not Track. Assim, os sites visitados não poderão considerar que trata-se de um recurso padrão que não tem nada a ver com a vontade do usuário.

A Microsoft decidiu não aplicar este preceito, minando as bases do projeto, mas se o Google as respeitasse, iso poderia reavivar o interesse da funcionalidade.

Artigo original publicado por ZDNet.fr, sur le site CommentCaMarche

Tradução feita por Lucia Maurity y Nouira

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