Green IT: As empresas têm medo do Verde?

Janeiro 2017

Se acreditarmos no estudo publicado recentemente pela Forrester, a implementação das tecnologias para melhorar o desempenho de sua frota e serviços informáticos, é relativamente lenta. Se as questões do Green IT, supostamente, sobrepõem os interesses econômicos (redução dos custos de energia) e ecológicos (menos emissões de CO2), as PME e as grandes empresas ainda estão relutando em investir, massivamente, nos processos do Green IT, apesar das ofertas florescentes de hoje em dia. Então, quais são os obstáculos para a computação verde na empresa?

Green IT = Redução dos custos de energia: a insegurança das empresas
O estudo recentemente publicado pela Forrester Research, que entrevistou 530 profissionais de Tecnologia de Informática, de 50 diferentes empresas, em todo o mundo, mostra uma lenta adesão destes novos processos tecnológicos para reduzir os custos de energia e emissões de carbono. Se a redução de custos predomina, obviamente (68%), como o argumento número um citado pelas empresas, em favor da adoção da tecnologia Green IT; porém, isso não significa que elas estejam convencidas ... Ou, pelo menos, não o bastante para colocar estas ideias em prática.

Segundo a Forrester, existem vários obstáculos ao desenvolvimento das políticas Green IT na empresa: como a dificuldade de enxergar os benefícios em termos de aumento da competitividade e retorno sobre o investimento (40% dos profissionais IT entrevistados). Em outras palavras, as empresas continuam a olhar atentamente para a «redução de custos», prometida pela adoção de processos Green IT. Segundo a Forrester, a falta de liderança, sobre este assunto, nas empresas é um obstáculo real: Na Europa, apenas 18% das empresas inquiridas têm uma estrutura capaz de implantar as soluções Green IT. Em termos de execução, um fato que decorre das respostas anteriores: apenas 7% das empresas declaram ter adotado uma solução Green IT, enquanto 76% das PMI / PME dizem não ter nenhum projeto "verde", atualmente.

O processo demorado de mudança de hábitos, a falta de unidades de medida
Como parte de uma mesa redonda sobre o tema "Green IT, mito ou realidade no mundo dos negócios", por iniciativa da agência de consultoria de comunicação ambiental Amez, vários atores do Green IT e representantes de empresas indicaram uma série de obstáculos adicionais: primeiro, a dificuldade de envolver os funcionários no projeto da empresa: De acordo com Thierry Michalak, DSI adjunto da rede de televisão TF1, cujas observações foram registrados no site enerzine.com, "um processo orientado para o Green IT é demorado e difícil de implementar. O grupo Tf1 teve que "re-educar" 4 000 funcionários para que eles desligassem os seus computadores antes de sair do trabalho". Outro obstáculo abordado durante esta mesa redonda: a falta de unidade de medidas padronizadas, que permitiriam aos tomadores de decisão, escolher o equipamento certo entre as ofertas do mercado.

Alguns projetos do Green IT estão no bom caminho
Apesar destes obstáculos, alguns projetos foram mais bem sucedidos do que outros, como indica o estudo feito pela Forrester: é o caso da virtualização de servidores, já estabelecida, ou na agenda da maioria das empresas interrogadas, e a remoção dos aplicativos redundantes, também nas prateleiras de 35% delas, até o final de 2011.

Quanto às medidas de economia de energia, o controle dos sistemas de impressão (redução do número de periféricos) e de alimentação dos computadores, são dois objetivos que já foram atingidos, por 66% e 41% deles, respectivamente.

Saber mais
Resumo do estudo do gabinete Forrester Research


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Publicado por pintuda. Última modificação: 9 de outubro de 2010 às 16:48 por pintuda.
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