O Personal Branding: a marca é você!

Setembro 2017

Você já pensou em se vender como um produto? Sim, saiba que você não é o primeiro! Esta é a arma anticrise para os executivos sem emprego. Os CV - vídeos, blogs e outros painéis 4 x 3, nos eixos de passagem, são vestígios visíveis desta nova tendência chamada de Personal Branding (Marca Pessoal). Para encontrar um emprego, administrar a sua reputação ou criar novas alavancas de marketing, o Personnal Branding está definitivamente na moda. No entanto, se o advento da Web 2.0 e a chegada triunfal das redes sociais têm democratizado o Personal Branding, o conceito não é novo... Há mais de 30 anos, um oculista um pouco "louco" fez do seu nome... uma marca! Assim sendo, o Personnal Branding estaria ao alcance de todos?


Personal Branding, o que é?

Administrar a sua imagem como você administraria uma marca é, mais ou menos, bonito o que propõe o Personnal Branding. Introduzido em 1997, por Tom Peters, especialista em gestão, o Personal Branding é um método que propõe o uso de técnicas de comunicação e marketing, geralmente usadas para ligar a notoriedade de uma marca, a uma pessoa. Assim, o Personal Branding, ajuda a promover não um produto, mas uma pessoa. A chegada da Web 2.0 democratizou o acesso às técnicas de Personal Branding. De repente, todos os usuários tiveram nas mãos, poderosas ferramentas de comunicação: blogs, páginas pessoais em redes sociais, vídeos, etc. Isso foi o bastante para reavivar o Personal Branding. O Personal Branding é particularmente adaptado aos funcionários e gerentes, que procuram emprego ou que estão em transição profissional, mas também, aos dirigentes que desejam capitalizar com seu sucesso ou carisma, para conquistar novos mercados ou reforçar a reputação da sua empresa.

O Personal Branding deve, então, ser aproximado do conceito de e-reputação, na medida em que, através da gestão do seu "nome" vai afetar a sua reputação on-line. Mas, apesar disso, o Personal Branding não nasceu com a net...

Empresários que capitalizaram com seus nomes

Qual é o ponto comum entre um oculista um pouco "louco" e um "traiteur intratável"? Estes dois empresários capitalizaram com seus nomes para vender seus produtos. Até hoje, não é incomum ver o oftalmologista Alain Afflelou ou o "traiteur" Pierre Martinet em uma página de publicidade. O oftalmologista e o traiteur continuam a ser os pioneiros, uma vez que estão entre os poucos líderes empresariais a encarnarem, plenamente, suas marcas. Desde o lançamento de sua primeira loja em 1972, o oftalmologista sempre usou o seu nome. Em 1978, quando ele começou a lançar uma cadeia de lojas de óptica, Alain Afflelou não hesitou em aparecer em seus anúncios. O oftalmologista se envolveu pessoalmente em sua comunicação e apareceu como o "capitão" de sua empresa, face aos consumidores. Ao fazê-lo, ele estabeleceu uma verdadeira assinatura e se envolveu, pessoalmente, em suas ofertas. Desta maneira, ele pulverizou os códigos de comunicação se apresentando em seus anúncios.

Envolver seu nome para defender seus produtos, também não assustou Pierre Martinet. O empresário Bressan, diretor de uma empresa de alimentos, empregando mais de 600 pessoas também aparece, sistematicamente, em sua propaganda e na venda dos seus produtos. O "traiteur" simpático e epicurista é ele. O "traiteur intratável" que não compromete a qualidade dos produtos que saem da fábrica, também é ele. Ele não se esconde atrás de uma marca para vender seus produtos, ele assume o estatuto de patrão e se dirige, diretamente, ao consumidor, que identifica, imediatamente, o verdadeiro remetente da mensagem. Um ponto importante para a marca.

Outro ponto comum entre esses dois grandes mestres? Eles não eram conhecidos em seus respectivos setores profissionais antes de aparecer em seus próprios anúncios.

Tornar-se conhecido

Não ser conhecido e aparecer? Também é o caso de Bernard Mauriange. Você não deve se lembrar do nome, mas já deve ter ouvido falar da sua história. Este diretor comercial estava desempregado e o não hesitou em aparecer em outdoors, de 3x4 metros, para encontrar um emprego. O diretor comercial desenvolveu a lógica do Personnal Branding até o fim, anunciando na sua "propaganda": "Diretor Comercial audacioso procura empresa com o mesmo perfil".

Encontrar uma ideia original

Porque, como na comunicação tradicional, para vender seu produto... é preciso destacar-se da "oferta" já existente. E neste pequeno jogo, os procuradores de emprego estão se saindo bem e competem imaginação, para atrair a atenção dos recrutadores. Em 2008, uma candidata francesa, Emma, decidiu montar uma campanha de publicidade... sobre si mesmo. A constatação da sua conselheira da Agência de desemprego foi clara: "Você sabe, há mais de 350 pessoas inscritas, só na agência desta área, com o mesmo perfil que você e, ninguém conseguiu um emprego". "Sem se desencorajar, a jovem aproveitou seus conhecimentos adquiridos durante os estudos para criar a sua própria comunicação. Ela decidiu virar a candidata a um emprego. Assim, ela entrou em contato com parceiros (fotógrafos, grafistas, impressoras) para publicar panfletos e anunciou sua candidatura no jornal local.

Na época, a iniciativa foi original e a campanha bem trabalhada. Em seu Blog Emma Candidata, ela não hesitou em brincar com sua imagem e se declarou "candidata a um emprego em comunicação". Mas, como poucos candidatos a um emprego, distribuiu folhetos, com o seu CV, nos mercados de sua região e nas estações de trem. A jovem contava com uma comunicação alternativa ou, de boca em boca. Ela conta em seu blog, suas distribuições de folhetos: "aqueles que param e olham os panfletos, compreendem a minha iniciativa... Eles voltam, me pedem mais folhetos, e dizem que falarão de mim com os colegas, amigos e parentes: eles estão na comunidade, ou conhecem pessoas que possam estar interessadas".

Ativar suas redes

O Personal Branding também é a arte de cultivar suas redes: on-line ou na vida real. Porque elas poderão ser, tanto os relés da sua comunicação, quanto os parceiros que te ajudarão a criar a sua marca. Fotógrafo, designer gráfico, desenvolvedor web ou técnico: tantas habilidades que podem vir a ser necessárias para o bom desenvolvimento de uma ação de Personal Branding. Para quem procura emprego, as parcerias permitem que o candidato monte a sua operação sem estourar o seu orçamento (budget). A parceria é, portanto, uma boa maneira de cercar-se com a competência dos profissionais, que saberão orientar o candidato em seu projeto. Em contrapartida, os sócios beneficiam de uma cobertura mediática associada a este tipo de iniciativa.
Mas, ativar suas redes, como parte do Personal Branding também pode ser usado para alternar a sua campanha. Elas serão os vetores da imagem do candidato e, assim, vão adubá-los e apresentá-los a um novo público.

E é aqui que as redes sociais desempenharão o seu papel ...

As ferramentas do Personal Branding

Quando pensamos em Personal Branding... pensamos em redes sociais, quer sejam profissionais, especializadas ou gerais. Elas permitem uma rápida divulgação de informações com seus contatos, que promoverão o indivíduo em questão.

O Personal Branding é uma tendência forte, e isso, as redes sociais compreenderam. A LinkedIn, por exemplo, lançou uma grande campanha européia, no dia 18 de novembro, deste ano. Chamada "Brand You", esta campanha é destinada aos profissionais que desejam valorizar sua "marca pessoal". A rede social profissional oferece duas ferramentas para desenvolver melhor sua marca: um grupo da LinkedIn, que interage com um conselho de especialistas em marketing, e um teste lúdico on-line, que avalia sua atratividade na plataforma.

Mas, mesmo utilizando os recursos básicos das redes sociais profissionais, você pode desenvolver sua marca: recomendação dos colegas, participação em discussões ou hubs, fóruns, são ferramentas com as quais o indivíduo pode se promover.

Um blog também pode ser um excelente meio de comunicação, desde que seja atualizado frequentemente e, que o conteúdo proposto esteja alinhado com a atividade ou com "a imagem da marca" da pessoa.

Outra possibilidade: o vídeo. Se o modo CV (currículo) vídeo se estabelece gradualmente, o Youtube ainda esconde milhares de CV. Fácil de compartilhar e barato de fazer, se o candidato noções de vídeos, o currículo de vídeo pode ser uma boa ideia para desenvolver a sua marca pessoal. Porém, cuidado, um vídeo mal feito também pode prejudicar a sua credibilidade...

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Artigo original publicado por CommentCaMarche. Tradução feita por pintuda. Última modificação: 4 de outubro de 2016 às 11:21 por ninha25.
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