Linux - Instalar os programas (gestão dos pacotes, compilação)

Dezembro 2016

INSTALAR UM PROGRAMA NO LINUX:   

A GESTÃO DOS PACOTES OU COMO SIMPLIFICAR A VIDA

UM EXEMPLO DE COMPILAÇÃO PARA SE FAZER TUDO.


Pré-requisitos

Saber utilizar o console (ou terminal, ou shell)

Conhecer a noção de usuário normal/de super-usuário (root)

Conhecer os comandos Unix de base (cd,Is, rm, mkdir...): Introdução comandos de base

Ter lido Instalação de aplicações

Outros links úteis: Introdução a GNU/Linux

Introdução

Como diz no link http://br.ccm.net/contents/linux/linux---instalacao-de-softwares, existem diversas maneiras para instalar os pacotes ou a compilação das fontes.A segunda solução é a mais difícil a ser realizada. A instalação dos pacotes é extremamente simples, e para evitar a busca dos pacotes, algumas distribuições Linux se deram o trabalho de desenvolver as ferramentas de gestão dos pacotes.

No entanto pode acontecer que alguns programas (ou as últimas versões de certos programas) não esteja disponível (ainda) na forma de pacote: é preciso então passar pela compilação das fontes, que nos veremos na parte III

A gestão dos pacotes nas diversas distribuições

Introdução

Os pacotes são para o Linux o que os .exe são para o Windows. Eles são extremamente fáceis de instalar na maior parte dos casos, contanto que os links dados como pré-requisito, foram seguidos.

Eles se apresentam sob forma de extensões .rpm (para "Red-hat Package Management") nas distribuições Mandrake, RedHat, Fedora Core e Suse, sob a forma .deb para Debian, Ubuntu etc... e na forma .tgz para Slackware.

Eles se instalam pelo comando
rpm -ivh programa.rpm
ou
dpkg -i programa.deb


ou ainda
installpkg programa.tgz
. No entanto vários problemas podem acontecer: o pacote que se deseja instalar (programa_A) necessita a instalação de um programa (programa_B) antes de nosso programa_A: é preciso ir buscar o pacote do programa_B para instalar, mas de novo este necessita a presença de um _C, e assim por diante... É o que chamamos as dependências, e isto pode muito rapidamente tornar-se complicado se o programa_A depende do prog_a, prog_b, prog_c e prog_d e que cada um deles depende igualmente de uma dezena de outros programas...

Para simplificar a vida do usuário, a maior parte das grandes distribuições modernas integram um sistema de gestão dos pacotes, que vai ter como papel (entre outros) gerar as dependências no lugar do usuário. Assim, a instalação do programa_A se fará pela chamada de um comando: instale-me programa_A, e a ferramenta de gestão irá buscar nos sites internet previamente definidos pelo programa_A, vrrificará se o programa_A depende de outros pacotes, e se for o caso, ele os baixará e os instalará na ordem correta: programa_C, depois programa_B que depende de C, depois programa_A que depende de B.

Estas ferramentas são diferentes de uma distribuição para outra, mas obedecem a funcionamentos gerais e universais.

Generalidades

Estas ferramentas de gestão dos pacotes servem da seguinte maneira: um comando instale-isto-para-min</bold: (substituído por urpmi, apt-get, yum, ...) e o nome do pacote que se deseja:
instale-isto-para-min: pacote


Para tanto, é preciso configurar este utilitário lhe dizendo onde buscar os pacotes que ele deseja instalar: é o que chamamos <bold>dar as fontes
de onde baixar os programas. Vejamos, na prática, como isto se passa de acordo com as diferentes distribuições.

MANDRIVA E URPM

Iqui, "instale-isto-para-mim:" se chama "urpmi".
Urpm dispõe de diversas variantes (você notará que « falta » o "i" no fim...)
urpmi que serve para instalar ("i"nstall)
urpme que serve para desinstalar ("e"rase)
urpmf e urpmq que servem para fazer buscas ("f"ind e "q"uery)

Cada um destes utilitários possui muitas opções: consulte o manual
man urpmi
, idem para urpme, f, q, para conhecer as diferentes opções utilizáveis em cada um destes utilitários. Nós veremos agora somente urpmi.

Definir fontes para urpmi

Todos estes comandos necessitam dos privilégios de superusuário (root): para tanto, digite sua senha.

Para poder usar o urpmi, é preciso antes configurar para urpmi. Para tanto, utiliza-se os comandos urpmi.addmedia (para adicionar uma fonte) e urpmi.removemedia (para suprimir uma fonte).

A sintaxe é a seguinte:
Para adicionar uma fonte :
urpmi.addmedia nome_da_fonte protocolo://endereço/do/diretório/dos/pacotes/ with caminho/relativo/para/hdlist.cz

Para suprimir uma:
urpmi.removemedia nome_da_fonte

Pode-se juntar como fontes: dos sites FTP, dos sites HTTP, dos CDs, XX??????XXXX

Em regra geral, no momento da instalação de Mandrake, recupera-se os diferentes CDs como fonte. Se possuirmos uma conexão ADSL, é preferível começar por suprimir para citar novas fontes que possuirão as atualizações (ao contrário do CDs ;-) )
urpmi.removemedia -a
suprime todas as antigas fontes.

É preciso depois adicionar as fontes que desejamos: pode-se, por exemplo, utilizar o site easyurpmi.zarb.org que é muito bem feito. Pode-se adicionar então as diferentes fontes: «Main» correspondente, mais ou menos, ao que tem nos CDs, "updates" contém as atualizações, "contrib" correspondente aos pacotes fornecidos por outros usuários (a utilizar com moderação). Tem também as fontes jpackage e plf (penguin liberation front) que podem ser adicionadas para aumentar o número de pacotes instaláveis por urpmi. Note que estes diferentes nomes são atribuídos como informação, o usuário fica livre para lhe atribuir outro nome se quiser.

Exemplo detalhado: a fonte "main"
urpmi.addmedia main fr2.rpmfind.net/linux/Mandrakelinux/official/10.1/i586/media/main with media_info/hdlist.cz



urpmi.addmedia é o comando

main é o nome da fonte urpmi (o usuário é livre, por exemplo, para colocar \"principal\", ou meme \"toto_ama_as_flores\", o importante é fornecer um nome reconhecível: é muito comum notar, por exemplo \"rpmfind_main\" pois vai-se buscar no site

............../media/main correspondente a pasta que contém os arquivos .rpm da fonte main

with media_info/hdlist.cz corresponde à lista dos pacotes contidos na pasta .../media/main definido acima: esta lista será baixada e estocada no seu computador e permitirá ao programa saber rapidamente se o pacote existe e onde buscá-lo: trata-se do caminho RELATIVO: quer dizer aqui que o caminho para hdlist.cz é na realidade : ....../media/main/media_info/hdlist.cz

Pode acontecer que se encontra às vezes with ../media_info/hdlist_main.cz: isto significa que o hdlist para main se situa na : ....media/media_info/hdlist_main.cz : sobe-se com .... uma janela na arborescência antes de descer novamente para media_info/

Resta a instalar as diferentes fontes da mesma maneira: seguir as indicações easyurpmi, ou vasculhar um pouco no site ftp para encontrar aquilo que te interessa...
Poderemos, por exemplo, adicionar: urpmi.addmedia updates fr2.rpmfind.net/linux/Mandrakelinux/official/updates/10.1/main_updates with media_info/hdlist.cz

urpmi.addmedia contrib fr2.rpmfind.net/linux/Mandrakelinux/official/10.1/i586/media/contrib with media_info/hdlist.cz
urpmi.addmedia jpackage fr2.rpmfind.net/linux/Mandrakelinux/official/10.1/i586/media/jpackage with media_info/hdlist.cz
urpmi.addmedia plf-free ftp.free.fr/pub/Distribuições_Linux/plf/mandrake/free/10.1 with hdlist.cz
urpmi.addmedia plf-nonfree ftp.free.fr/pub/Distribuições_Linux/plf/mandrake/non-free/10.1 with hdlist.cz

Pronto, instalou-se as diferentes fontes para urpmi!

Recapitulativo
su
xxxxxx <-- senha root
urpmi.removemedia -a
urpmi.addmedia nom dossier_des_rpm with chemin_relatif/hdlist.cz

Atualização das fontes

As distribuições Linux e os pacotes associados estão constantemente evoluindo, é por isso que é recomendado, por exemplo, antes de instalar certos pacotes, fazer uma atualização de suas diferentes fontes para

Instalar um programa graças a urpmi

É lá que se compreende toda a potência de utilização deste tipo de gerenciador de pacote...
Em um terminal, passe para o superusuário (su) , e se deseja instalar o pacote , digite:

urpmi pacote


Exemplo: diga que deseja instalar gedit :
urpmi gedit
será o suficiente
!!
Outro exemplo interessante: você deseja instalar um "equivalente livre do Office", mas você não sabe como ele se chama no Linux? Você pode tabelar sobre o fato que o pacote conterá pelo menos a cadeia de caracteres "office": você pode tentar.

urpmi office

Aqui um usuário de mandrake poderia me dar aquilo que sai exatamente o programa?
Ele propõe então os diferentes nomes de pacotes contendoo office! Assim que a escolha for feita (por exemplo, para openoffice), você precisará dele!
urpmi openoffice.org

É o nome correto do pacote ?

man urpmi
te dará as diferentes opções utilizáveis com urpmi para uma utilização avançada (por exemplo, especificar uma fonte, ignorar as dependências, etc, etc)
É igualmente possível buscar os pacotes graças a urpmf ou urpmq (veja
man urpmf
et
man urpmq
)
Enfim pode-se testar a possibilidade de instalar um pacote graças à
urpmi --teste pacote


Recapitulativo
su
xxxxxx <-- senha root
urpmi pacote

Para uma atualização de todos os pacotes já instalados:

urpmi.update -a
urpmi --auto-select

para testar a possibilidade de instalação de "pacote"

urpmi --teste pacote

Desinstalar um programa graças a urpme

O pacote que você acaba de instalar não te agrada? Ou você não o utilizou? Nada mais fácil do que suprimi-lo! Sempre como superusuário, basta entrar
urpme gedit
por exemplo, para suprimi-lo

Recapitulativo
su
xxxxxx <-- senha root
urpme pacote

Gestão no modo gráfico

Eu não conheço, mas sei que existe, tipo no drakconf, instalar pacotes, etc : alguém pode detalhar isto?

DEBIAN E APT-GET

Aqui, "instale-isto-para mim:" chama-se "apt-get".
As diferentes opções do apt-get são descritas na página do manual :
man apt-get

Definir as fontes para apt-get

Elas são definidas no arquivo /etc/apt/fontes.list, e se apresentam sob forma de uma linha que compreende :
tipo endereço versão nome1 nome2... 

tipo: pode ser "deb" para os pacotes ou "deb-src" para as fontes de programas.
endereço: endereço para a pasta da distribuição.
versão: versão da distribuição: stable, testing ou unstable.
nomes: nome dos sub-diretórios de endereços /dists/versão/

Exemplo: se possuirmos a versão testing de Debian: uma linha como esta :
deb ftp.fr.debian.org/debian testing main contrib non-free

no /etc/apt/fontes.list será o suficiente.
Pode-se adicionar
deb ftp.fr.debian.org/debian-non-US testing main contrib non-free

Para os pacotes etiquetadoq "non US", et :

deb-src ftp.fr.debian.org/debian/ testing main contrib non-free

Para o pacote-fonte de programa.
O arquivo/etc/apt/fontes.list é para editar "à mão" enquanto super-usuário

Atualizações das fontes

A atualização das fontes se faz graças ao comando:
apt-get update

Instalar um programa

Um pacote se instala graças ao comando:
apt-get install pacote


Exemplo: se se deseja instalar gedit :
apt-get install gedit

dá :
Leitura das listas de pacotes... Feito
Construção da arborescência das dependências... Feito
Os pacotes complementares seguintes serão instalados : docbook-xml gedit-common gnome-keyring libbonoboui2-0 libbonoboui2-common libeel2-2 libeel2-data
libgail-common libgail17 libgnome-keyring0 libgnomeui-0 libgnomeui-common libgtkfonteview-common
libgtkfonteview1.0-0 libscrollkeeper0 scrollkeeper
Pacotes sugeridos :
docbook docbook-doc docbook-dsssl docbook-xsl docbook-stylesheets docbook-xsl-stylesheets
gnome-icon-theme
Os novos pacotes seguintes serão instalados:
docbook-xml gedit gedit-common gnome-keyring libbonoboui2-0 libbonoboui2-common libeel2-2
libeel2-data libgail-common libgail17 libgnome-keyring0 libgnomeui-0 libgnomeui-common
libgtkfonteview-common libgtkfonteview1.0-0 libscrollkeeper0 scrollkeeper
0 atualizações, 17 recentemente instaladas, 0 a tirar e 4 não atualizadas.
É necessário ter 5584ko nos arquivos.
Depois de descompactar, 24,7Mo de espaço disco complementar serão utilizados.
Deseja continuar ?? [S/N]

A apt-get nos diz quais os pacotes que devem ser instalados para satisfazer as dependências.

Pode-se igualmente fazer uma atualização do sistema graças à:
apt-get dist-upgrade

Que vai verificar as atualizações dos pacotes atualmente instalados e fazer a atualização se necessário.

Recapitulativo

instalação do \"pacote\" :
apt-get install pacote


Atualização do sistema :
apt-get dist-upgrade


Atualização do \"pacote\" :
apt-get upgrade pacote

Desinstalar um programa

A desinstalação do "pacote" se faz graças à:
apt-get remove pacote


A apt-get baixa os pacotes .deb antes de instalá-los, bem como de tempos em tempos é útil limpar este banco de dados temporários:
apt-get clean

Outras ferramentas da distribuição Debian

Existe outras ferramentas Debian que permitem a gestão de pacotes. Pode-se citar particularmente synaptic, dselect et aptitude

Para instalá-los, nada mais simples:
apt-get install synaptic dselect aptitude

Lança-se graças à
aptitude
ou
dselect
ou encore
synaptic

O Aptitude me parece o mais completo, ele é quase «gráfico» e funciona em um terminal, mas os menus são acessíveis com o mouse. Ele permite fazer buscas de uma parte do nome do pacote, ver cada pacote dos quais ele depende, daqueles que dependem dele, os pacotes que são utilizados em associação, etc. Ele é muito prático. Dselect possui um menu em modo texto, e pode ser um pouco bagunçado no início. Ele tema a tendência de ser substituído pelo Aptitude.
eu não conheço synaptic ...alguém pode me dizer algumas coisa?

FEDORA E YUM


SLACKWARE

Os pacotes destas distribuições são um conjuntos de arquivos reunidos em um só graças ao utilitário «tar» depois de compactados em gzip.
Sua extensão é .tgz (uma contração de tar.gz) e pode acarretar confusão: tem-se por hábito de associar tar.gz às fontes arquivadas de um software. Aqui não é o caso: não são fontes, mas arquivos binários que são contidos nestes arquivos. Tudo começa com os pacotes das outras distribuições (afora Gentoo e derivados).

No slackware, você tem um gerenciador de pacotes fornecido como padrão: pkgtools.
Poder-se-ia compará-lo ao dpkg no Debian: é o gerenciador de base para instalar, tirar, criar um pacote mas ele não irá buscar as dependências no seu lugar. Mesmo que este parágrafo tenha como função introduzir somente os pacotes que geram automaticamente as dependências, é preciso, igualmente, mencioná-los no caso de você precisar para instalar um gerenciador mais evoluído:-)

Para instalar um pacote com pkgtools:
installpkg caminho_para_um_pacote.tgz

Para suprimi-lo:
removepkg nome_pacote #Pas de .tgz no

Para atualizá-lo:
upgradepkg nome_antigo_pacote%caminho_para_novo_pacote.tgz

> Slackware
Mas se você não quiser se incomodar para gerar dependências sozinho, você pode utilizar o gerenciador de pacote mais evoluído como o Slackpkg.
slackpkg.fonteforge.net/
Para instalá-lo, siga escrupulosamente a parte "install" do link acima. Em resumo, e para esclarecer um pouco:

-Baixar o pacote Slackpkg (link dado na parte install link acima)
-Instalar este pacote com o installpkg
-Editar o arquivo de configuração/etc/slackpkg/mirrors e comentar uma só linha (será o link do espelho para o qual Slackpkg irá buscar os pacotes).
-Lance o comando
slackpkg update
o que terá por efeito recuperar a lista dos pacotes que contém o servidor espelho.

Pronto, lance o comando precedente de vez em quando para atualizar sua lista dos pacotes.
Para instalar um pacote:
slackpkg install nom_pacote

Que maravilha! Você pode, sozinho, permitir aproximações no nome do pacote, Slackpkg te proporá uma lista de nomes de pacotes que se aproximam daquele que você solicitou.
Atualize seus pacotes (automaticamente todos aqueles pelos quais tem uma atualização):
slackpkg upgrade

Busque o nome de um pacote:
slackpkg search nome_arquivo
onde nome_arquivo é o nome de um arquivo que se encontra no pacote que você encontra (muito prático).


Slackpkg não é o único gerenciador de pacotes evoluido no Slackware, não hesite em dar uma olhadela no Swaret e Slapt-get:
swaret.fonteforge.net/index.php
freshmeat.net/projects/slaptget/

Alien: a solução vinda de longe ...

Você deseja instalar a última versão de seu programa preferido, e todos os pacotes estão disponíveis!! Enfim, quase todos... a não ser este de sua distribuição... Será preciso compilar as fontes, e a última vez que você tentou a experiência, isto foi uma catástrofe... Resta-lhe talvez uma última esperança: ela se chama Alien, e é utilizada para "transformar" um pacote .rpm em .deb, ou ao inverso... ela pode gerenciar os pacotes rpm, deb, slp, tgz et pkg (para Solaris). No entanto falta e faltará sempre, sem dúvidas, um programa "de teste" e que jamais será eficaz a 100%.

No entanto, pode ser interessante resta uma solução antes de compilar as fontes. Para instalar, apt-get ou urpmi são as melhores opões.
Em seguida
alien --to-deb pacote.rpm
criará o arquivo pacote.deb que você poderá instalar através do
dpkg -i pacote.deb

(veja www.commentcamarche.net/tutlinux/linrpm.php3 para a instalação dos pacotes)
Uma leitura de =
man alien
te permitirá encontrar as opções adaptadas à sua distribuição.

Um exemplo de compilação de fontes

Lembrete

Não adianta nada, você não conseguirá encontrar nem um só pacote, nem mesmo Alien te ajudará a instalar seu programa... será preciso servir-se da instalação do programa a partir do código fonte... . Ele se apresenta geralmente sob a forma de um arquivo compactado (.tar.gz ou .tar.bz2).

O procedimento detalhado se encontra aqui: http://br.ccm.net/contents/linux/linux---instalacao-de-softwares#q=Linux+a+instala%E7%E3o+de+softwares&cur=1&url=%2F.

Lembremos de maneira suscinta :


A extração do código fonte na pasta\"programa\"

O cd para a pasta \"programa\"

./configure

O make

A passagem em super-usuário

O make install

No entanto, a maioria dos novos usuários do Linux, se precipitam indo em direção de programas complicados para a instalação supondo a instalação prévia de um grande número de pacotes ditos de desenvolvimento tortuosos são eventualmente necessários.
Nós iremos fazer a instalação com um programa que depende somente de um mínimo de coisas para entender o procedimento da instalação.

Programas necessários pata a compilação

Para o exemplo, nós iremos instalar lynx que é um navegador internet em modo de console. Como se trata de um programa relativamente simples (modo console), ele depende de poucas coisas. Mas como se trata do código fonte do programa, será preciso pelo menos um compilador! (que vai "traduzir" as linhas de códigos para um executável).
Para lynx, trata-se de gcc.
Para verificar que você o tem, digite
which gcc

Se você recuperar alguma coisa como
/usr/bin/gcc
, você pode usar
urpmi gcc
ou
apt-get install gcc
ou também
yum gcc
que deveriam ser as opções

A compilação!

O objetivo aqui é de fornecer (com explicações) todas as etapas necessárias para a compilação do programa, partindo da hipótese que você possui todos os programas, compiladores e os outros necessários. Começamos por recuperar o código fonte do programa que nos interessa.
lynx.isc.org/release/lynx2.8.5.tar.bz2 para o arquivo no formato.tar.bz2
E, depois baixaremos em /home/toto/ (se o usuário chama-se > a substituir por seu nome de usuário! Se você não o conhece,
ls -l /home
você fornecerá uma lista de usuários: cabe a você a substituir "toto" pelo bom!)
Em seguida, abre-se uma janela de terminal, e desloca-se em /home/toto, como usuário normal!! (toto, e não o super usuário root)
cd /home/toto

ls -rtl
: você verá aparecer na mixta (sem dúvidas entre as últimas posições, o arquivo "lynx2.8.5.tar.bz2". Como ja foi falado, trata-se de um arquivo, como um .zip ou um .rar: é preciso extrair o conteúdo. Para tanto, utiliza-se o comando tar (cf www.commentcamarche.net/tutlinux/linrpm.php3)
tar xvfj lynx2.8.5.tar.bz2

Você deve ver desfilar linhas, que corresponde aos arquivos que são extraidos do arquivo.
.     
.
.
lynx2-8-5/test/
lynx2-8-5/test/tabtest.html
lynx2-8-5/test/iso8859-1.html
lynx2-8-5/test/TestComment.html
lynx2-8-5/test/ISO_LATIN1_test.html
lynx2-8-5/test/README.txt
.
.
.

Aqui, você vê que todos estes arquivos tem para um nome que começa por lynx2-8-5/ : trata-se da pasta na qual são efetivamente extraídas as fontes. Desloquemo-nos para esta pasta/
cd lynx2-8-5/
e olhemos o que ela contém:
ls

Nós veremos muitos arquivos, onde os mais importantes são: configue?? Makefile?? NON!! README e INSTALLATION é claro!!
Eu te poupo a leitura aqui, mas para compilar um programa mais complexo, isto pode mostrar-se útil e necessário!
geralmente, a primeira etapa da compilação corresponde a configuração graças a ./configure: aqui, para não ter que reinstalar o lynx que, talvez, já estará instalado, e para verificar se funciona corretamente, nós iremos criar uma pasta "Install_test" na qual instalaremos a versão compilada.
mkdir Install_test

E, vamos configurar e definir que este diretório será o diretório onde será instalado nosso novo programa graças à opção --prefix= em ./configure :
./configure --prefix=/home/toto/lynx2-8-5/Install_test
(tendo o cuidado de substituir "toto"pelo bom usuário)
O sistema verifica então se o compilador está presente, outras opções, ou maneiras de compilar/instalar o programa. (aquilo que se mostra útil no momento de um bloqueio)
Depois de configurado, é preciso compilar o programa graças ao make
make

Ele desfila um monte de linhas de códigos correspondente aos arquivos compilados, as opções de compilação utilizadas, etc, etc.
Falta instalar o programa: para tanto é preciso os privilégios de super usuário
su     
xxxxxx <-- sua senha "root"

E enfim :
make install

Nesta altura, se tudo se passou bem, seu programa é instalado em /home/toto/lynx2-5-8/Install_test/bin e você pode lançá-lo por:
/home/toto/lynx2-8-5/Install_test/bin/lynx

Seu terminal se colore, e você chega em um menu um pouco estranho "Lynx fonte distribuition and potparari". Tecla "q" para fechar: certo!! Você compilou e instalou seu programa!
Se você deseja que seja instalado no sistema e que você o lançará digitando somente "lynx", é preciso retomar tudo, sem utilizar a opção
Para apagar o programa :
cd /home/toto/lynx2-8-5/     
make uninstall
make clean

desinstalação

Para a instalação por compilação, surge o problema da desinstalação e também da atualização do software.


Com efeito, dois métodos são disponíveis:

- O comando "make uninstall": é possível somente se conservamos o diretório que serviu para compilar (para retomar o exemplo precedente, trata-se do diretório /home/toto/lynx2-8-5/ ) e que a desisntalação seja prevista, quer dizer que tenha regras para fabricar a cibla "uninstall" (make uninstall").

- Suprimir os arquivos gerados pela instalação via o "make install": isto torna-se complicado na medida em que é preciso recuperar estes arquivos gerados/. É a única solução se nenhuma regra para o "uninstall" foi prevista.


Para resolver esta dificuldade, existe o comando \"checkinstall\".
Sua vantagem é a de permitir a instalação de um software compilado à maneira da instalação por pacote: o software compilado se encontra na lista dos softwares no gerenciador de pacotes. Aliás, um pacote correspondente ao nosso software compilado, no formato daquele da distribuição (*.deb para as Debian-like ou *.rpm para as distribuições com baseadas em rpm) é então gerada no diretório de compilação.


Caminho a seguir: basta optar pelo comando \"checkinstall\" no lugar do comando \"make install\".
Segue-se então a seqüência:

./configure -> make -> checkinstall

Ao invés da clássica :

./configure -> make -> make install

É, então, solicitado informações (criação ou não do doc correspondente, comentários) para finalizar a criação do pacote correspondente.

Note que checkinstall reconhece o formato do pacote a gerenciar no caso de uma Ubuntu. Como regra geral, para uma Fedora por exemplo, é necessário precisar o formato do pacote a ser criado.


Torna-se então simples suprimir um software compilado
-para as Debian-like:
 dpkg -r pacote_de_meu-software_compilado

-para as distrib com baseadas na rpm:
rpm -e pacotea_de_meu-software_compilado

Para mais informações veja :
-O site de checkinstall: asic-linux.com.mx/~izto/checkinstall/index.php
-o tutorial no trustonme.net: www.trustonme.net/didactels/117.html

Tradução feita por Ana Spadari

Veja também :
Este documento, intitulado «  Linux - Instalar os programas (gestão dos pacotes, compilação)  »a partir de CCM (br.ccm.net) está disponibilizado sob a licença Creative Commons. Você pode copiar, modificar cópias desta página, nas condições estipuladas pela licença, como esta nota aparece claramente.