Formatos de vídeo em redes sociais

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Além dos formatos Vine e dos vídeos compartilhados ao vivo, as redes sociais também são suportes para novos conteúdos mais inovadores. No YouTube, Facebook ou Instagram, os vídeos estão sendo cada vez mais consumidos pelos usuários. Entre vídeos efêmeros ou ao vivo, stories (histórias) ou entrevistas, quais formatos são possíveis nas redes sociais? Quais são as dicas para transmitir conteúdos em um quadro profissional?


Ascensão dos vídeos na Internet

De acordo com estudo publicado em junho de 2016, o vídeo representará 82% do tráfego global de IP em 2020, algo 95 vezes maior do que em 2005. Esses milhões de minutos de vídeo incluem todo tipo de conteúdo (vídeo sob demanda, monitoramento etc) e não apenas aqueles oferecidos aos internautas nas redes sociais. Os números já apontam a tendência observada nos últimos anos.


De acordo com estudos realizados, Google, YouTube e Facebook fazem parte dos suportes onde o número de vídeos visualizados por mês é o mais importante. O número de vídeos excede 1 bilhão para esses três meios de comunicação. E o número de internautas que assistem vídeos diariamente pelo celular é igual ao número de usuários que o fazem pelo computador.


Para atender a essa demanda, as plataformas estão oferecendo cada vez mais conteúdo de vídeo para seus usuários. Elas também oferecem novos formatos, principalmente nas redes sociais. A disputa entre o Instagram e o Snapchat é um bom exemplo, ou seja, os dois aplicativos sociais, voltados para o público de 15 a 35 anos, multiplicaram suas atualizações em 2016 e 2017.

Formatos de vídeo por rede social

Facebook

Um vídeo pode ser carregado e compartilhado em seu próprio perfil ou diretamente em uma página. Uma vez importado, o vídeo é transmitido aos assinantes da página ou a um público específico. O vídeo começa automaticamente, a não ser que o usuário tenha ajustado suas configurações de outra forma.


Desde 2016, a rede social permite que os usuários transmitam conteúdos ao vivo em seu perfil pessoal ou uma página. A duração máxima da transmissão é de quatro horas. Desde maio de 2017, também é possível compartilhar uma live (ao vivo) com outro usuário. Quando o vídeo terminar, ele permanece acessível na página ou pode ser excluído.

Para terminar, o Facebook também permite que páginas usem um vídeo como capa ou como capa de um evento. Esta funcionalidade foi generalizada em meados de 2017 e ainda está sujeita a algumas modificações, principalmente no que se refere ao tamanho e à definição mínima exigida.

Os outros formatos também aceitos no Facebook são o vídeo 360° e uma versão Stories semelhante a do Instagram, inicialmente acessível aos perfis e agora implantada para páginas.

Instagram

A rede social é dedicada principalmente ao compartilhamento de imagens, embora ela também permita que mensagens sejam enviadas para outros usuários (na forma de texto ou imagens). Desde agosto de 2016, o Instagram oferece um formato Stories, inicialmente inspirado nos recursos do Snapchat. Desde então, este formato sofreu muitas mudanças, incluindo a possibilidade de transmissão ao vivo.

Os diferentes formatos no Instagram são:

Vídeo de até 60 segundos no feed de notícias, em formato quadrado ou não;
Vídeos em formato de Stories, acessível por 24 horas onde o Instagram oferece efeitos tipo Boomerang, Hyperlapse, etc.;
Transmissão de vídeo ao vivo por até uma hora, podendo acomodar outro usuário convidado;
Retransmissão de vídeo ao vivo no feed de notícias.

Observação: as Histórias do Instagram, anteriormente visíveis apenas no aplicativo, agora estão acessíveis pelo computador, desde que este esteja conectado.

Snapchat

Snapchat é uma rede social particularmente popular entre jovens de 15 a 35 anos. Milhões de usuários consultam o aplicativo diversas vezes por dia. Seu funcionamento é baseado no envio de vídeos efêmeros onde a mensagem pode ser visualizada por um tempo limitado.


Além de suas mensagens (para um ou mais contatos), o Snapchat permite que usuários compartilhem uma história por um certo momento. As Stories representam uma ou mais imagens, embelezadas com textos, filtros, emojis etc. Essas histórias podem ser vistas pelos seus contatos ou pelo público em geral. Esse recurso, lançado em outubro de 2013, também está disponível para as marcas. Desde maio de 2017, a Snapchat oferece histórias colaborativas aos usuários.

Os formatos possíveis no Snapchat são fotos ou vídeos como mensagens privadas destinados a um contato ou grupo; Stories individuais ou colaborativas acessíveis por 24 horas; chamada de vídeo para um usuário. Em novembro de 2017, o Snapchat anunciou uma atualização importante, que dará realce as histórias públicas.

YouTube

Como nas redes sociais de grande público, o YouTube vê seu público se voltar para o celular, mas a plataforma continua na vanguarda da mídia de vídeo. Além de formatos acessíveis pelo computador ou dispositivo móvel, o YouTube oferece transmissões ao vivo. Quando públicas, elas são agregadas em uma plataforma específica. Elas podem ser programadas em horas e datas precisas; o recurso é semelhante ao do Hangouts. Você poderá controlar quem tem acesso à transmissão (público, pessoa com o link, grupo ou domínio).

Uma vez concluída, a transmissão ao vivo pode ser gravada no YouTube e permanecer no formato Leitura somente. O formato de transmissão ao vivo fica disponível durante a criação do vídeo em seu canal. Veja aqui como criar um evento ao vivo.

Twitter

O Twitter permite transmissão de um vídeo curto, de menos de trinta segundos. Ele pode ser baixado pela Internet ou pelo aplicativo móvel. Desde 2016, para neutralizar os novos recursos do Facebook relacionados ao Live, o Twitter oferece a transmissão de um vídeo ao vivo, nativo do aplicativo móvel e sem precisar passar pelo Periscope, como antes. Os usuários têm a possibilidade de comentar ou compartilhar a transmissão, sem sair do live.

Dicas para transmitir ou postar um vídeo

Para gerar um bom envolvimento com os usuários e promover a melhor visibilidade possível do vídeo, veja alguns pontos a serem verificados antes da publicação:


A escolha da rede social ou suporte de difusão: este é o suporte mais adaptado ao público-alvo? É um suporte onde os possíveis clientes, clientes ou assinantes estão presentes e receptivos?

A duração do vídeo: é melhor fazer um vídeo curto com uma mensagem impactante ou, inversamente, o conteúdo permite a transmissão de um vídeo mais longo, tipo entrevista?

A qualidade visual e técnica: o vídeo é de qualidade suficiente de acordo com as expectativas dos usuários de uma mídia? O formato Stories, efêmero por definição, pode ser mais adequado a conteúdos mais leves e menos técnicos?

A transmissão em tempo real ou não: a transmissão ao vivo requer uma qualidade de difusão suficiente para os usuários durante a intervenção, tanto no conteúdo como na forma. Da mesma maneira, transmitir um vídeo ao vivo em uma rede que não possui uma comunidade pode ser arriscado.

Ao transmitir um conteúdo ao vivo, prefira um modo de operação que permita a interação com os usuários: comentários, respostas etc. Esta é uma alavanca ideal para manter sua audiência o maior tempo possível.

Em vários meios de comunicação - Facebook e Instagram, principalmente - o vídeo é iniciado automaticamente, quando o usuário vê a publicação. Isso envolve duas coisas: os primeiros segundos do vídeo são os mais vistos e uma queda do número de visualizações ocorre após um certo tempo, naturalmente; para que o usuário continue a visualizar o conteúdo do vídeo, esses primeiros segundos devem ser impactantes para despertar o seu interesse.

Saiba mais

Como usar as redes sociais para transmitir um vídeo ao vivo;
Como realizar uma animação de vídeo para sua empresa.

Foto: © veronchick84 - Shutterstock.com
Jean-François Pillou

Jean-François Pillou - Fundador do CCM
Mais conhecido como Jeff, Jean-François Pillou é o fundador do CommentCaMarche.net. Ele também é CEO do CCM Benchmark e diretor digital do Grupo Figaro.

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