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Novo tratamento combate forma mais frequente de arritmia cardíaca


O Plavix é o terceiro remédio mais vendido no mundo

Novo tratamento combate forma mais frequente de arritmia cardíaca.

Uma combinação do anticoagulante Plavix e de aspirina reduz em 11% o risco de problemas vasculares graves, incluindo uma diminuição de 28% dos acidentes vasculares cerebrais e de 23% dos infartos do miocárdio, segundo os resultados de um estudo apresentado nesta terça-feira.

"O objetivo desse teste clínico (chamado ACTIVE-A) era determinar se, combinando-se o Plavix com a aspirina, seria possível reduzir a incidência de problemas vasculares graves entre os pacientes que sofrem de fibrilação auricular, com um aumento aceitável do risco de hemorragia", explicou o Dr. Stuart Connolly, da Universidade McMaster, na província canadense de Ontário.

A fibrilação auricular, o mais frequente dos problemas crônicos graves de arritmia cardíaca, afeta 2,2 milhões de norte-americanos, segundo a American Heart Association, e requer o uso de marcapassos.

"É a primeira vez em vinte anos que há um novo tratamento contra a fibrilação auricular", ressaltou o Dr. Connolly, um dos principais autores do estudo apresentado no último dia da 56a. conferência anual do Colégio Americano de Cardiologia (American College of Cardiology, ACC) em Orlando (Flórida, sudeste).

Comercializado pelo laboratório francês Sanofi-Aventis e pelo norte-americano Bristol-Myers Squibb, o Plavix (princípio ativo clopidogrel) é o terceiro medicamento mais vendido do mundo.

Outros anticoagulantes como a cumadina (cujo princípio ativo é a warfarina), comercializada pela Bristol-Myers Squibb, associados à aspirina, são igualmente eficientes contra a fibrilação auricular, mas muitos pacientes não podem ser tratados com a cumadina --que reduz em 38% o risco de acidentes vasculares cerebrais, contra 22% para a aspirina apenas-- porque aumenta em 70% o risco de hemorragia.

Por outro lado, esse medicamento requer uma vigilância permanente, segundo explicaram os autores do teste clínico realizado em 7.554 pacientes que sofriam de fibrilação auricular e que tinham pelo menos um fator de risco de derrame cerebral.

© 2009 AFP

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