Estudo levanta novas dúvidas sobre anticolesterol Zetia


Sede da Merck em Lansdale, Pensilvânia

Um estudo clínico sobre o polêmico Zetia, um medicamento contra o colesterol desenvolvido pelo laboratório norte-americano Merck, levantou novas dúvidas sobre a sua eficiência.

Um estudo clínico sobre o polêmico Zetia, um medicamento contra o colesterol desenvolvido pelo laboratório norte-americano Merck, levantou novas dúvidas sobre a sua eficiência.

Segundo o estudo, apresentado domingo, uma combinação de estatinas (remédios tradicionais contra o colesterol, como o Lipitor ou Crestor), com niacina (vitamina B3) é mais eficiente que o Zetia para reduzir o colesterol nas artérias carótidas.

O Zetia reduz o colesterol nos intestinos, enquanto os remédios tradicionais neutralizam sua fabricação no fígado.

Já a niacina aumenta o "bom colesterol (NDL), enquanto o Zetia combate o "mau colesterol" (LDL).

Os resultados deste teste clínico, batizado "Arbiter" e realizado com 208 pacientes tratados durante 14 meses, foram publicados pela revista especializada norte-americana New England Journal of Medicine (NEJM) e apresentados durante a conferência anual da American Heart Association, que começou domingo em Orlando, na Flórida (sudeste dos EUA).

Um estudo clínico publicado em 2008 sobre o Vytorin, que combinava uma estatina produzida pela Merck com o Zetia, então fabricado pela Schering-Plough, já levantara dúvidas sobre a capacidade do Vytorin e do Zetia de tratar com mais eficácia as doenças cardiovasculares.

Senadores americanos, entre os quais o republicano Charles Grassley, pediram então uma investigação, suspeitando que Merck e Schering-Plough (que anunciaram recentemente sua fusão) estariam exagerando a eficácia de seus medicamentos em campanhas publicitárias.

© 2009 AFP

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