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Novo escândalo envolve Facebook e Trump

MarinaShimamoto - 20 de março de 2018 - 18:48
Novo escândalo envolve Facebook e Trump
Reino Unido e EUA investigam Facebook por vazamento de dados de usuários. Ações da empresa caem após escândalo.

(CCM) — O Facebook está na mira dos Estados Unidos e do Reino Unido após a revelação de que a empresa Cambridge Analytica teve acesso indevido a dados de 50 milhões de usuários. Um comitê britânico solicitou o comparecimento de Mark Zuckeberg, presidente da rede social, para que fossem prestados esclarecimentos sobre o caso.


O escândalo mexeu com o mundo da tecnologia e da economia também, já que as ações da empresa caíram consideravelmente após as notícias serem divulgadas na mídia.

O objetivo da investigação é apurar se o Facebook rompeu com um acordo estabelecido em 2011 que previa alguns cuidados por parte da empresa para com seus usuários.

Segundo publicação do New York Times, a Cambridge Analytica usou dados de usuários da rede social e teria criado um programa destinado a prever e influenciar o voto dos eleitores. O problema visto como um dos mais graves na denúncia foi que um dos clientes da companhia era o então candidato à presidência dos EUA, Donald Trump.

A repercussão foi imediata e o caso está sendo considerado um dos maiores vazamentos de dados na história do Facebook. Com isso, além da queda das ações, a empresa já tem problemas em outros departamentos: legisladores britânicos e americanos pediram explicações a Zuckeberg, os EUA já abriram investigação contra a empresa, a União Europeia também informou que investigará o caso, entre outros.

O vazamento aconteceu após um professor de psicologia russo-americano da Universidade de Cambridge ter acessado perfis de milhões de usuários que baixaram um aplicativo para o Facebook chamado This is your digital life e que oferecia um serviço de prognóstico da personalidade.

Com esse acesso, ele teria encaminhado à Cambridge Analytica mais de 50 milhões de itens e, segundo o próprio Facebook, muitos dos perfis tinham informações que poderiam ser exploradas com fins políticos.

O problema foi detectado pela rede social em 2015, quando ela excluiu o aplicativo e exigiu a todos os envolvidos que destruíssem os dados coletados. No entanto, de acordo com as declarações da empresa, ela teria sido informada há poucos dias que nem todos os dados foram apagados.

O Facebook afirmou que está disposto a ir aos tribunais para resolver essa questão. Porém, vale lembrar que, caso seja confirmado o erro, a rede social poderá receber uma multa multimilionária.

Foto: © Lukasz Stefanski - Shutterstock.com
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