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Na Google, homens ganham menos que mulheres

Na Google, homens ganham menos que mulheres
Levantamento feito pela própria empresa mostrou que distorções salariais se concentram mais no gênero masculino.

(CCM) — Estudo anual sobre igualdade de gêneros do Google trouxe uma surpresa: mais homens do que mulheres eram mal pagos dentro da empresa de tecnologia.

A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal americano 'New York Times' e depois confirmada por um porta-voz da empresa na última segunda-feira (4).

O levantamento reflete o ano de 2018 e os resultados são surpreendentes dado o histórico da indústria de tecnologia onde mulheres, em geral, ganham menos e são minoria. A descoberta do Google está levando a empresa a reconsiderar sua política de recursos humanos. Segundo informação da assessoria de imprensa da Google, a corporação teria pago US$ 9,7 milhões no total este ano em ajustes salariais.

O Google vem realizando auditorias internas a respeito de pagamento de acordo com o gênero desde 2012. Um processo de ação coletiva em 2017 alegava que a gigante das buscas pagava sistematicamente menos a funcionárias do sexo feminino do que seus pares homens. A partir de então, a empresa iniciou ações para compensar a discrepância.

Para uma funcionária da Google Brasil ouvida pelo CCM Brasil, que preferiu não se identificar, o resultado refletiria outro fator. E não seria somente resultado do esforço da empresa em equalizar os salários pagos a homens e mulheres.

Segundo a funcionária, as mulheres contratadas pela Google são altamente qualificadas, o que as leva, naturalmente, a terem salários mais altos. Mas o número de mulheres empregadas pela empresa ainda seria menor em relação ao de homens.

Foto: © Anthony Brown - 123RF.com

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