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'Suprema Corte' do Facebook deve chegar até fim de 2019

Ana Paula Cardoso - 28 de junho de 2019 - 12:40
'Suprema Corte' do Facebook deve chegar até fim de 2019
Rede social testa estrutura de julgamento com membros de fora da empresa a fim de inibir litígios de seus usuários.

(CCM) — Racismo, pedofilia, bullying, terrorismo. O território livre da internet tem seus percalços e parece que a empresa da maior rede social do planeta está empenhada em combater o mal que navega nas redes.

De acordo com o jornal francês 'Le Monde', o Facebook discutiu, em seminário realizado em Berlim na segunda-feira (24), a criação de uma espécie de conselho de supervisão para inibir os conteúdos inapropriados da rede social.

Trata-se de uma espécie de tribunal de recurso, que o próprio fundador da rede social, Mark Zuckerberg, comparou com uma Suprema Corte. Segundo a equipe de jornalistas do 'Le Monde', que esteve presente no seminário, o diretor de relações públicas do Facebook, Nick Clegg, teria dito que a intenção é criar uma entidade independente, com representantes de ONGs e de diferentes culturas, que seria capaz de julgar conflitos de conteúdo.

O jornal francês classifica o projeto como ousado e de difícil aplicação. Afinal, um comitê de cerca de 40 membros seria o suficiente para moderar publicações controversas das plataformas Facebook e Instagram, que têm aproximadamente 2,7 bilhões de membros e 30 mil moderadores? A equação proposta pelo Facebook - que ainda está aberta ao debate - não é simples.

Porém, medidas nesse sentido se fazem necessárias, especialmente após a decisão de um tribunal australiano que determinou que organizações de mídia são responsáveis ​​por qualquer conteúdo difamatório publicado em suas páginas. O Facebook está pensando, provavelmente, no prejuízo que terá se essa decisão se estender a outras partes do mundo.

Foto: © iStock.com
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