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Telegram: quais os riscos de segurança para os usuários

O Telegram entrou no rol dos mensageiros mais usados atualmente. Considerado mais seguro na proteção dos dados pessoais que o WhatsApp, ele não é tão blindado contra riscos de segurança para os usuários quanto afirmam seus desenvolvedores. Interessado em saber por que e como acontecem os riscos de segurança no Telegram? Continue lendo o artigo para entender melhor o assunto

O Telegram é um mensageiro focado na proteção de conversas secretas (privadas) e dos dados pessoais contra o marketing e a publicidade. Mas nem tudo é um mar de rosas’; veja as razões na sequência do texto.

Criptografia de imagens restrita a conversas secretas

Mesmo considerando que o Telegram usa a criptografia de ponta a ponta, bem antes do que o WhatsApp, ela só está ativada para conversas secretas. Todas as outras ficam à mercê de cibercriminosos que rondam o mensageiro e os servidores do app. Esse é o primeiro risco que o usuário do app corre. No WhatsApp, a criptografia vale para qualquer tipo de conversa.

  • Conversas secretas: elas usam o sistema criptografado de ponta a ponta, quer dizer, cliente-cliente, tanto para dados pessoais quanto conversas, não podendo ser encaminhadas a outros usuários. Acessar e apagar mensagens só pode ser iniciativa de quem participa da conversa.

  • Conversas normais e de grupo: elas são armazenadas na nuvem com sistema de criptografia diferente – cliente-servidor e servidor-cliente. Assim, são mais vulneráveis, apesar da criptografia ser baseada no protocolo MTProto. Os dados e conversas não são armazenadas nos dispositivos, mas na web.

Observação: o protocolo MTProto implica a criptografia AES simétrica de 256 bits, criptografia RSA de 2048 bits e troca de chave segura Diffie-Hellman.

Perigo da função Pessoas Próximas do Telegram

O recurso é interessante, mas ele exige o uso do GPS, podendo provocar falha de segurança para os membros do mensageiro. Mesmo considerando que o recurso vem desativado por padrão, ele é ativado na maioria das contas. Você sabia que hackers podem facilmente falsificar a localização geográfica no Telegram? Com isso, podem clonar uma conta utilizando endereços falsos. Os invasores vão calcular a localização exata de usuários do mensageiro nas proximidades de você.

Ativando o recurso, a distância dos usuários é divulgada para os outros. Dessa maneira, uma pessoa mal-intencionada é capaz de falsificar a localização de GPS no celular para descobrir onde está determinado membro a partir de outros lugares. Até o Telegram não tratar deste quesito de segurança, o melhor é manter a função Pessoas próximas desativada, sem considerar a sugestão do mensageiro.

Desativar a notificação 'Um contato entrou no Telegram'

Nada mais incômodo do que esse recurso, já ativado por padrão, pois todos os contatos da sua agenda do celular que usam o app saberão que você acabou de criar uma conta. Não é preciso muita explicação. Nem sempre queremos ser visíveis para todos os contatos de uma agenda que tem, na maioria das vezes, muitos anos de existência. É uma real intrusão na privacidade.

Para desativar essa opção no Android, abra o Telegram e toque no menu (três linhas horizontais) > Configurações. Na sequência, vá na seção Notificações e Sons e desative a opção Eventos, deslizando o botão para a esquerda.

No caso do iPhone, o caminho é similar, também pelas Notificações e Sons, porém desativando a opção, bem abaixo na tela, Novos contatos:

Veiculação de mídias e problema de direitos autorais

Conhecendo a política de criptografia do Telegram, sabemos que somente chats secretos são protegidos contra interceptação e rastreamento de conteúdo. Para conversas normais e grupos, essa camada de segurança faz falta. Isso porque muito conteúdo de mídia é compartilhado.

Aqui, Telegram é confrontado com um problema sério – como tratar o grande número de downloads dos conteúdos de usuários, transmitidos e baixados no mensageiro? É previsível e esperado que o Telegram não escape da obrigação de em breve firmar acordos de direitos autorais com os produtores de mídia (como acontece com as redes sociais ou YouTube, por exemplo). Se você é criador de mídia, fique atento.

Foto: © prykhodov - 123rf.com.

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