Formatação - Formatar um disco rígido

Abril 2017
Os discos rígidos, por menores que sejam, contêm milhões de bits, por isso é necessário organizar os dados para poder localizar as informações: este é o objetivo da formatação. A superfície de cada cilindro, originalmente uniforme, é dividida durante a formatação. Por divididas entenda-se, as partículas na superfície do disco magnetizadas em pequenas parcelas que poderão ser localizadas mais facilmente.

Saiba, em primeiro lugar, que existem dois nível de formatação: formatação de baixo nível (chamada também de formatação física) e a formatação de nível elevado (chamada também de formatação lógica).


O que é e como executar a formatação de baixo nível ou física

O objetivo da formatação de baixo nível é dividir a superfície dos discos em elementos básicos: as pistas, os setores e os cilindros


Um disco rígido é constituído por várias bandejas circulares que giram ao redor de um eixo e cobertas nos dois lados por um óxido magnético, que, polarizado, vai poder armazenar dados:

cilindros de um disco rígido


As pistas são zonas concêntricas escritas nos dois lados de uma bandeja:

pistas do disco

Elas são recortadas em quartos chamados de setores:

setores do disco

Existem milhares de pistas e cada uma delas contém entre 60 a 120 setores.

Chama-se cilindro o conjunto dos dados situados em uma mesmas pista de bandejas diferentes (ou seja, no sentido vertical):

cylindre

A formatação física consiste assim em organizar a superfície de cada bandeja em entidades chamadas pistas e setores, polarizando, graças as cabeças de escrita, as zonas dos discos. As pistas são numeradas a partir de 0 e as cabeças polarizam concentricamente a superfície das bandejas. Quando passa-se para a pista seguinte, a cabeça deixa 'um buraco', chamado GAP, em inglês e, assim, sucessivamente. Cada pista é organizada em setores (numerados começando a partir de 1) e separados por GAPs. Cada um destes setores começa por uma zona reservada para as informações do sistema chamada prefixo e termina com uma zona chamada sufixo.

A formatação de baixo nível tem, então, como objetivo preparar a superfície do disco para acolher dados, não depende, por esse motivo, do sistema operacional e permite, graças a testes efetuados pelo construtor, marcar os setores defeituosos.

Quando usamos um disco rígido pela primeira vez, este já sofreu uma formatação de baixo nível, por esta razão, não é necessário formatá-lo.

Como é e como realizar a formatação de nível elevado

A formatação lógica é efetuada depois da formatação de baixo nível e cria um sistema de arquivos no disco, que vai permitir a um sistema operacional (DOS, Windows 95, Linux, OS/2, Windows NT,...) utilizar o espaço do disco para armazenar e utilizar arquivos.

Os sistemas operacionais utilizam sistemas de arquivos diferentes, assim o tipo de formatação lógica depende do sistema operacional. Assim, se a formatação de disco visa um só sistema de arquivos, isto limita naturalmente o número e o tipo de sistema operacional instalado.

Felizmente, há uma solução para este problema, que consiste em criar partições. Cada uma das partições pode ter o seu próprio sistema de arquivos e poderá, então instalar sistemas operacionais de diversas naturezas.

Durante a formatação de um disco rígido com o comando
format
no DOS, a omissão do comutador /s pode bloquear o arranque do sistema operacional. O sistema apresentará a seguinte mensagem:
Disco não sistema / Erro disco


Se isso acontecer, você deverá lançar mão do software de instalação do seu sistema e executar o comando:
sys a: c:
.

Resultado/Soma (de erros) de controle

Durante a formatação, são realizados alguns testes de controle e, a cada vez que um setor é considerado defeituoso, o resultado do controle (soma dos inválido) é inscrita no prefixo e não poderá ser utilizado muito seguido, diz-se que ele está 'marcado como defeituosa'.

Quando o disco lê os dados, ele envia um valor que depende do conteúdo do pacote enviado, e que inicialmente é armazenado com eles. O sistema calcula este valor em função dos dados recebidos, geralmente comparando-o com aquilo que estava armazenado com os dados. Se estes dois valores forem diferentes, os dados não são válidos: há provavelmente um problema de superfície do disco.

O controle de redundância cíclico - (CRC, em inglês cyclic redundancy check, é baseado no mesmo princípio para controlar a integridade de um arquivo.

Os utilitários de diagnóstico como o scandisk] ou o chkdsk operam diferentemente. Eles inscrevem dados nos setores marcados, a priori, como válidos, relaciona-os e os comparam. Se estes forem similares, o utilitário passa para o setor seguinte, mas, se não forem idênticos, o setor é marcado como sendo defeituoso.

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Última modificação: 21 de abril de 2017 às 07:16 por ninha25.
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