Overclocking - Plataformas AMD 64bits suporte 754/939/AM2

Julho 2017


Overclocking dos CPU AMD Athlon 64 e Sempron suporte 754 e 939

As gerações de CPU gravadas com 0,09 microns (core Venice para o Athlon ou Palermo para o Sempron) abrem novas perspectivas para o overclocking.

A perda de calor desta geração é baixa, permitindo ganhos substanciais em termos de freqüência, sem aquecimento significativo (supondo que tenhamos uma carcaça bem ventilada e um cooler bom)

Esta evolução permite que os menos afortunados (mas que fazem bricolagem) montem uma configuração barata, desenvolvendo uma potência equivalente a um CPU bem mais caro.
Para começar, devo lembrar que esta prática pode levar a falhas graves do seu sistema, podendo até danificar, irreversivelmente, alguns componentes eletrônicos.

Eu recomendo baixar e instalar o software CPU-Z< /souligne> para acompanhar as mudanças na freqüência de seu sistema, e o controle da temperatura e da estabilidade do sistema (<ital >Motherboard Monitor </ital>, para a temperatura, [ http://br.ccm.net/download/baixaki-931-occt-perestroika OCCT] e Super Pi para testar a estabilidade).



Mas, vamos direto ao assunto.

Eu não farei diferença entre os suportes 754 e 939 ou o atual AM2 (+), que gerencia a DDR2, sendo a abordagem, praticamente, a mesma.

A arquitetura de 64 bits da AMD mudou a maneira de abordar o assunto.

Há três elementos distintos para realizar um bom overclocking

- O HTT, que representa a freqüência do funcionamento do CPU, fixado em 200 MHz para essas plataformas.
Nos suportes A, ele é chamado FSB.
Multiplicado pelo coeficiente (cujo aumento é bloqueado na AMD, com exceção dos FX) do CPU, ele dá a freqüência de trabalho do processador.

Ex: Para um Athlon 64 3000+, com 1.8 GHz:

Freqüência HTT = 200 multiplicado pelo coeficiente (9) = 1800 MHz

- O HT ou o barramento Hyper Transport, não confundir com o HTT.

Ele representa a principal característica destas placas-mãe, é um barramento de intercâmbio de informações entre o chipset e o CPU.

Sua freqüência é de 800 MHz para a maioria dos suportes 754, e de 1000 MHz, para os 939.

Atrás desta freqüência, encontramos o HTT (200 MHz), ao qual é aplicado um multiplicador.
Problema: esse barramento não suporta quase nenhuma elevação, mas voltaremos ao assunto, mais tarde.

- A freqüência da memória.

Por padrão, é preferível usar a DDR400, desta forma, ela será sincronizada com o HTT.

Em todos os casos, por trás da escolha de freqüência do BIOS, também existem proporções (1/1 para a DDR400), em relação ao HTT.

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<souligne> Você está com um mínimo de elementos para compreender o funcionamento de uma plataforma AMD.

O que fazer agora?
Aumentar o HTT !
Sim.
Então, nós aumentamos este parâmetro, através do BIOS, para 205, depois 210, depois 215, e... pane!

Pane, porque o nosso barramento HT, como foi dito acima, não suporta aumentos significativos.
A não ser com 215 do HTT, o barramento foi mudado para 1075 MHz (eu mantenho o exemplo do Athlon 64 3000+ suporte 939). Pois, por trás desta freqüência, acha-se o multiplicador x5. Mas, a maioria dos BIOS nos permite reduzir o multiplicador.

Vamos, portanto, descer até x4 (4 x 200 = 800), pois lembremos que não devemos ultrapassar o valor máximo do barramento HT (1000 em nosso exemplo e, ao diminuí-lo, não se preocupe com possíveis efeitos negativos sobre o desempenho, porque você pode descer até 600 MHz, sem a baixa do regime global)

Atenção:

Nunca aumentar o HTT muito rápido, sempre por passos de 5 MHz, testando sempre o sistema , e monitorando a temperatura.

Voltemos ao aumento do HTT.
215, 220, 225, 230......

Até aí, tudo bem, mas o PC fica instável; desta vez, é a memória RAM que nos limita.

Nosso CPU ainda está em 9 x 230 = 2070 MHz, ou seja, um pouco mais do que um 3200+.

O barramento HT é de 4 x 230 = 920; deste lado, tudo vai bem.

Mas é possível ir mais além, porque, na realidade, é provável que o seu DDR400, levado a 230, já mostrou os seus limites.

A primeira das soluções consiste em pegar uma memória RAM de qualidade em DDR533, dando mais flexibilidade.

Esta solução tem a vantagem de deixar a memória em sincronia com o HTT, o que ajuda a manter uma largura de banda elevada, especialmente, nos suportes 939, que operam em dual channel, o que afeta, significativamente, o desempenho global.

Problema: o preço!

A outra solução consiste em dessincronizar a memória.

Esta é a maneira mais econômica, pois uma boa DDR400 será suficiente (eu desaconselho uma desconhecida, melhor escolher uma "Value RAM", de um bom fabricante)

Ao passar a freqüência de memória no BIOS para "DDR333" (ou PC2700), aplicamos uma proporção em relação à freqüência HTT do CPU (9/11 para a DDR333, no nosso exemplo)

Então, quando temos 230 MHz de HTT, a freqüência da memória atinge 230 x 9/11 = 188 MHz.

Com 240 de HTT, nossa DDR fica com 196 MHz, é perfeito.

O HT atinge 960, muito bem.

O CPU está funcionando, agora, com 2160 MHz, o que corresponde, mais ou menos, a um 3500+!

Para verificar, basta testar a sua configuração com um Benchmark qualquer.
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No caso desenvolvido acima, é possível subir ainda mais, mas as definições que eu estabeleci são definições que devem assumir diversas configurações; mesmo que a sua placa-mãe seja boa, é provável que o cooler original não seja suficiente para esfriar o seu CPU corretamente, e que a estabilidade não seja correta.

No entanto, é possível que você nunca chegue lá, por causa das panes sucessivas. Neste caso, aumente, ligeiramente, a tensão de alimentação do CPU e/ou da memória.

É difícil dar um procedimento exato, já que existem tantos casos diferentes mas, no geral, não devemos ultrapassar 1.8v do Vcore, para o CPU, e 2.8v, para a DDR.

Além disso, existem mais riscos e nos deparamos com o overclocking avançado, o que não é o que nos interessa, aqui.

Outro ponto importante: é preferível (ou até, necessário) dessincronizar o barramento PCI-Express (e AGP para os interessados) e desativar o Cool'nQuiet.

As placas-mãe modernas bloqueiam automaticamente o barramento PCI mas, cuidado com as antigas.
Rappel des fréquences de ces bus:
- PCI = 33 MHz
- AGP = 66 MHz
- PCIexpress = 100 MHz

Quando você aplica o seu overclocking, cuide para que essas freqüências não aumentem, pois caso contrário, elas serão uma fonte de panes.
Overclocking avançado.

Para ir mais além, você deverá testar os limites de cada elemento, para poder, depois, associá-los.

Para manter a estabilidade, você deverá, provavelmente, aumentar a voltagem da fonte.

ATENÇÃO : Nesta fase, tentar aumentar, de novo, as freqüências do seu hardware, pode danificá-lo irremediavelmente.

A troca do cooler original, por um melhor, se torna vital.

Também será preciso verificar as placas-mãe, pois elas não são todas iguais.

Os melhores chipsets atuais para ir mais longe:
-Suporte 754: Os Nforce 3 250GB e ultra
Os Nforce 6100, na placa micro ATX, derivado do nforce 4
- Suporte 939: Os Nforce 4 ultra e SLI
Os VIA K8T900
- Suporte AM2: Os AMD 780 e 790
Os Nvidia 750 e 780 SLI

Evolução das plateformas AMD:

-Les manipulations décrites ci-dessus s'appliquent aux AMD X2 double coeur.



- As novas plataformas AM2 também poder ser "overclockadas" muito bem, o procedimento é ligeiramente diferente, devido ao uso da memória DDR2.

As proporções CPU/HTT são diferentes daquelas aplicadas à DDR, apesar da freqüência do CPU estar fixado em 200 MHz.

Veja a tabela fornecida pela AMD no lançamento dos primeiros CPU AM2:



Ao comprar essa plataforma para o overclocking, você deverá ficar atento ao tipo de memória que vem com ela.
A última novidade da AMD não tem a capacidade dos seus antecessores, mas as revisões mais recentes apresentam uma melhoria neste sentido.

Prefira um a versão "Black Edition", infelizmente muito cara, em que o multiplicador é desbloqueado para aumentar, o que permite um bom overclocking.


Veja também

Artigo original publicado por . Tradução feita por pintuda. Última modificação: 15 de julho de 2010 às 09:28 por pintuda.
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