A arquitetura em dois níveis (também chamada de arquitetura 2-tier) caracteriza os sistemas cliente/servidor pelos quais o cliente pede um recurso e o servidor responde diretamente ao pedido, utilizando seus próprios recursos. Isso significa que o servidor não requer outro aplicativo para proporcionar parte do serviço:
Na arquitetura em três níveis, existe um nível intermediário, o que significa que ela está compartilhada entre um cliente, ou seja, o computador que solicita recursos, equipado com uma interface de usuário (geralmente um navegador) encarregado da apresentação; o servidor de aplicativo (também chamado de software intermediário), cuja tarefa é proporcionar os recursos solicitados e o servidor de dados, que fornece os dados necessários ao servidor de aplicativo:
O emprego maciço do termo arquitetura em três níveis designa as arquiteturas que envolvem servidores de empresa ou de bancos de dados.
A arquitetura em dois níveis é uma arquitetura cliente/servidor, na qual o servidor é polivalente, ou seja, ele pode fornecer todos os recursos pedidos pelo cliente diretamente. Em compensação, na arquitetura em três níveis, os aplicativos do servidor são descentralizados, o que quer dizer que cada servidor é especializado em uma tarefa (servidor web e servidor de banco de dados, por exemplo). A arquitetura em três níveis permite maior flexibilidade, maior segurança, pois ela pode ser definida independentemente para cada serviço e em cada nível, e melhor desempenho, dada a divisão das tarefas entre diversos servidores.
Na arquitetura em três níveis, cada servidor (níveis 2 e 3) efetua uma tarefa específica. Assim sendo, um servidor pode utilizar os serviços de um ou vários servidores para oferecer o seu próprio serviço. Consequentemente, a arquitetura em três níveis é potencialmente uma arquitetura de n (vários) níveis: