Flash do BIOS

Março 2017

O que significa o termo ‘flash’

O BIOS - Basic Input/Output System - Sistema Básico de Entrada e Saída é, na verdade, uma pequena memória posicionada na placa-mãe, cujos dados definem os parâmetros do sistema. Estes podem, contudo, conter erros (bugs). Além disso, com o aparecimento de novos equipamentos, os construtores de BIOS os dotaram da possibilidade de atualização, embora isto não seja tão simples quanto parece ser, porque como já se sabe, o BIOS é uma memória conservada quando o PC é apagado. Seria, é claro, um transtorno ter de configura-lo a cada arranque do computador, por isso, e para que tudo seja mais agilizado, os BIOS evoluíram para que possam ser atualizados.

Nos primeiros PCs, os BIOS eram memórias mortas - ROM - Read only memory - Memória apenas para leitura, soldadas na placa-mãe e bloqueadas para alterações. Entretanto, certos fabricantes propunham correções do software. Esses pequenos programas foram chamados de patchs (espécie de 'remendo'), armazenados no disco rígido e carregados na memória viva, a RAM, para corrigir os eventuais bugs (erros). Porém, esses pachts só podiam ser incorporados e considerados com o arranque do PC.

Os construtores de BIOS, depois disto, criaram BIOS que podiam ser inseridos em outros suportes, e que podiam ser alterados, porém com um custo muito elevado para a época. Em seguida, apareceram as memórias programáveis eletronicamente - EPROM - Rrasable Programmable Read-Only Memory - Memória programável que pode apagada somente para leitura, ou seja, uma memória que pode ser alterada graças a uma máquina que envia impulsos elétricos via conectores previstos para esse fim. Este tipo de programador de micro plaqueta era raro, de modo que a operação continuava sendo relativamente dispendiosa para o usuário.

A maior parte das placas-mãe comporta a memória flash, que pode ser alterada diretamente por meio do software. Os BIOS situados nas placas-mãe e que comportam este tipo de memória, podem ser atualizados (o termo upgrade é às vezes utilizado) graças a um programa chamado firmware (conjunto de comandos operacionais programados no hardware de um dispositivo eletrônico) fornecido pelo fabricante e destinado a viabilizar a substituição do antigo BIOS por um BIOS mais recente. Mas, ainda restava um problema a ser resolvido, ou seja, o usuário tinha que ‘se virar’ para arranjar as atualizações do seu BIOS. Este problema foi resolvido graças ao acesso à Internet. Agora, estas atualizações estão tem a de um arquivo binário com uma imagem do BIOS e que pode ser transferido para a memória flash pelo firmware.

O flash do BIOS é, desta forma, uma atualização dele mesmo, através de um software, ou seja, a antiga versão do BIOS é substituída graças a um programa baixado pela internet.

Por que fazer um flash do BIOS

Antes de 'flashar' (atualizar) o seu BIOS, é essencial avaliar o seu real interesse. Ficou evidente que esta operação permite atualizar o BIOS para corrigir bugs (erros), para adicionar novas funcionalidades, para suportar novos materiais, no entanto, as evoluções trazidas não afetam necessariamente nem diretamente todos os usuários. Além do mais, não se deve excluir a hipótese de que o novo BIOS pode trazer novos bugs. Assim, a pergunta que se coloca é: as melhorias que o flash pode trazer (geralmente descritas em um arquivo que acompanha o novo BIOS) justificariam correr os riscos associados a esta operação no BIOS (por mínimos que sejam)?

Se o seu sistema funcionar corretamente e se você quiser 'flashar' o BIOS somente para conferi-lo, ou seja, para ver se existem melhorias hipotéticas, o melhor é não o fazer, deixe ele como está. Existe uma regra muito simples que você deve conhecer: Qualquer sistema que funciona corretamente não deve ser atualizado, a não ser que tenha razões plausíveis para tanto.

Em que condições um flash do BIOS é necessário

Fazer o flash do BIOS significa reconfigurar o equipamento no qual o procedimento é realizado, ou seja, será alterado o comportamento do computador com o novo BIOS (pode tratar-se tanto da placa-mãe, da placa de vídeo, de uma placa SCSI, acrônimo de Small Computer System Interface - Interface de um pequeno sistema de computador, ou outro elemento ligado ao BIOS, por este motivo é preciso ter muita cautela nesta iniciativa.

Como atualizar o BIOS com segurança

Em primeiro lugar leia com muita atenção a documentação fornecida com o BIOS e o firmware, bem como procure informações as sobre o seu hardware. Certos equipamentos precisam da atualização de um jumper ( pequenas peças ou chaves elétricas utilizadas em placas e dispositivos, como discos rígidos para ativar, regular ou desativar funções), para permitir esta operação. Visto que o BIOS pode ser alterado através de um software, quer dizer que existe o risco de deixar entrar um vírus no seu computador que vai alterá-lo, por sua vez, sem que você possa fazer alguma coisa para impedir (exemplo do vírus Chernobil). O jumper permite, desta forma, ativar ou desativar a proteção contra a escrita através do software ou firmware, tornando impossível a ação de um vírus.

Em segundo lugar, verifique que o BIOS encontrado na internet para a atualização de seu BIOS, corresponde exatamente ao material que deseja alterar. Se não for compatível (embora o firmware, fornecido com o BIOS e que se encarrega da transferência ,realize um teste de verificação) ele poderia transferir dados que não correspondem ao seu computador, o que teria o mesmo efeito que tentar alterar o seu micro-ondas para que ele leia um DVD.

Em terceiro lugar, confira a integridade do BIOS e do firmware. Se houve erros durante o carregamento, o arquivo pode ser corrompido, neste caso é melhor recomeçar tudo desde o começo.

Em quarto lugar faça o flash do BIOS em um ambiente estável, ou seja, no MS-DOS (em modo nativo e não uma janela DOS: dê o arranque em modo MS-DOS. Proceder ao arranque do computador com um disquete sistema DOS é o meio mais seguro, ou nos computadores recentes com uma imagem ISO que acompanha geralmente os materiais de flash e que permite começar o sistema com um DOS estável, propício ao flash. Além disso, ele/ela contém quase sempre um programa que permite fazer uma cópia backup do BIOS atual para poder restaurá-lo em caso de problema.

Em quinto lugar, certifique-se que nenhum programa malicioso esteja escondido na memória. Utilize seu antivírus para fazer uma varredura antes de atualizar o BIOS

Por último, procure trabalhar em um ambiente elétrico estável, ou seja, procure minimizar os riscos de cortes de corrente durante o procedimento de transferência (trovoada, tomada elétrica pouco segura, cortes de eletricidade frequentes, etc.).

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